Ficha Catalográfica: O Que É e Como Fazer no TCC [2026]

Folha impressa com o quadro da ficha catalográfica sobre mesa de madeira

Atualizado em 30/07/2026 · 13 min de leitura

A ficha catalográfica é aquele quadrinho com moldura preta que aparece no verso da folha de rosto e que quase ninguém sabe de onde tira. Ela costuma ser lembrada na última semana antes da entrega, quando o aluno descobre que a secretaria não aceita o trabalho sem ela.

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A boa notícia é que não é você quem precisa montar a ficha do zero. Ela é feita por bibliotecário, e a maior parte das instituições oferece o serviço de graça para o próprio aluno, seja por formulário online, seja por atendimento na biblioteca. O que cabe a você é reunir os dados certos, pedir com antecedência e colar no lugar certo do arquivo.

Neste guia você vai ver o que é a ficha, onde ela entra no trabalho, o formato exigido, o que significa cada linha, o passo a passo para conseguir a sua e os erros que fazem o trabalho voltar para correção.

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O que é ficha catalográfica e por que ela é obrigatória

Ficha catalográfica é o registro que identifica o seu trabalho dentro de um acervo. Ela reúne, num bloco padronizado, os dados que uma biblioteca precisa para catalogar, localizar e recuperar o documento: quem escreveu, qual o título, quantas folhas tem, em que ano foi defendido, quem orientou e sob quais assuntos ele deve ser indexado.

Duas bases sustentam a exigência. A primeira é a NBR 14724, norma da ABNT que trata da apresentação de trabalhos acadêmicos e que está na 4ª edição, publicada em 16 de dezembro de 2024, substituindo a versão de 2011. A segunda é a Lei Federal nº 10.753/2003, que institui a Política Nacional do Livro e prevê a ficha em publicação monográfica.

Na prática, quem define o detalhe é o manual do seu curso. Algumas instituições tratam a ficha como elemento obrigatório para qualquer TCC de graduação; outras exigem só em monografia, dissertação e tese; outras dispensam em trabalhos que não vão para o acervo. Antes de qualquer coisa, abra o manual e confirme. É a única fonte que vale para a sua banca.

Vale entender também para que ela serve depois da entrega. Um trabalho catalogado entra no repositório institucional, ganha um registro permanente e passa a ser localizável por outros pesquisadores. É o que transforma o seu TCC de arquivo pessoal em fonte que alguém pode citar. Se você pretende continuar na vida acadêmica, esse detalhe conta.

Ficha catalográfica TCC: onde ela fica no trabalho

Diagrama mostrando capa, folha de rosto e verso da folha de rosto, com a ficha catalográfica do TCC no verso

A posição é fixa e não muda de instituição para instituição: verso da folha de rosto, centralizada, na parte inferior da folha. Nada de página própria, nada depois do sumário, nada no fim do trabalho.

A confusão mais comum é entre capa e folha de rosto. A capa é a primeira folha, com nome da instituição, autor, título, cidade e ano. A folha de rosto vem logo depois e repete esses dados acrescentando a natureza do trabalho, o nome do orientador e o objetivo acadêmico. É no verso dessa segunda folha que a ficha entra.

Duas consequências práticas disso. Primeiro, o verso da folha de rosto passa a ser uma página que existe fisicamente no arquivo, mesmo que quase vazia. Segundo, ela é contada na paginação mas não recebe número visível, exatamente como as demais folhas pré-textuais. A numeração só aparece a partir da introdução, e essa regra vale para o trabalho inteiro.

Se o seu trabalho vai ser entregue só em PDF, a lógica é a mesma: a ficha ocupa a segunda página do arquivo, logo após a folha de rosto. Para conferir a estrutura completa das folhas iniciais, o guia sobre a capa de trabalho acadêmico ABNT mostra a sequência pré-textual inteira.

Ficha catalográfica ABNT: tamanho, moldura e fonte

O padrão que as bibliotecas brasileiras adotam é um quadro de 7,5 cm de altura por 12,5 cm de largura, com moldura simples, posicionado na metade inferior da folha e centralizado horizontalmente.

Dentro do quadro, a fonte costuma ser a mesma do corpo do trabalho, em tamanho menor, geralmente 10 ou 11, com espaçamento simples. O recuo interno segue um padrão de catalogação: a primeira linha de cada parágrafo começa na margem e as linhas seguintes entram alguns espaços, formando um degrau que ajuda o bibliotecário a ler o registro rapidamente.

Uma observação que evita retrabalho: a ficha catalográfica ABNT chega até você como imagem ou como PDF já formatado. Não tente redigitar o conteúdo dentro do Word. Qualquer alteração de fonte, quebra de linha ou recuo descaracteriza o registro e a biblioteca pode recusar. Cole o arquivo como recebeu, ajustando apenas a posição na página.

Se a sua instituição enviar a ficha em formato de imagem e a resolução ficar ruim na impressão, peça o arquivo em PDF ou em resolução maior. Ficha ilegível é motivo de devolução em várias secretarias. Sobre o resto da formatação da página, o material de recuo de parágrafo ABNT cobre margens e espaçamento.

Ficha catalográfica exemplo: o que vai em cada campo

Ficha catalográfica exemplo com setas indicando sobrenome do autor, título, número de folhas, orientador e palavras-chave

Olhando de cima para baixo, um registro típico traz os elementos abaixo. Os valores mudam, a ordem quase nunca.

Cabeçalho de autoria. Sobrenome em maiúsculas, vírgula, prenomes por extenso. É por esse campo que o trabalho é alfabetado no acervo, por isso ele vem primeiro e invertido.

Título e subtítulo. Exatamente como aparecem na folha de rosto, sem abreviar e sem corrigir. Se houver subtítulo, ele entra depois de dois-pontos.

Local, ano e paginação. Cidade da instituição, ano da defesa e o total de folhas. Aqui mora uma pegadinha: conta-se folhas, não páginas, e o número é o da última folha numerada do trabalho, incluindo apêndices e anexos.

Natureza do trabalho. Uma nota informando o tipo (trabalho de conclusão de curso, monografia, dissertação), o curso, a instituição e o ano.

Nome do orientador. Com titulação, quando o manual pedir. Coorientador entra na mesma linha ou na seguinte.

Palavras-chave numeradas. Os assuntos sob os quais o trabalho será indexado, normalmente entre três e cinco. Não são as mesmas palavras-chave do resumo por acaso: costumam coincidir, mas o bibliotecário pode ajustar para termos controlados do vocabulário da área.

Notação de classificação. Códigos como CDD ou CDU, que posicionam o trabalho na estante temática. Quem define é o bibliotecário, não o aluno.

Repare que quase tudo é copiado da sua folha de rosto. Por isso o primeiro passo prático é ter a folha de rosto fechada e revisada antes de pedir a ficha: qualquer mudança de título depois obriga a pedir uma ficha nova.

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Como fazer ficha catalográfica em quatro passos

Infográfico com o passo a passo de como fazer ficha catalográfica, do manual do curso até a inserção no trabalho

1. Conferir o manual do curso. Procure a seção de elementos pré-textuais e veja três coisas: se a ficha é exigida no seu tipo de trabalho, quem emite na sua instituição e qual o prazo. Algumas bibliotecas pedem até dez dias úteis, e isso muda o seu cronograma.

2. Reunir os dados do trabalho. Título e subtítulo finais, seu nome completo, nome e titulação do orientador, curso, ano de defesa, cidade, total de folhas e as palavras-chave. Deixe tudo num arquivo só, copiado da folha de rosto já revisada.

3. Pedir na biblioteca ou usar o gerador da instituição. A maioria das universidades tem um formulário online próprio que devolve a ficha pronta por e-mail em poucos minutos ou em alguns dias. Prefira sempre o gerador da sua instituição ao de terceiros: o formato varia entre bibliotecas, e a sua vai reconhecer o padrão dela.

4. Inserir no verso da folha de rosto. Cole o arquivo recebido na parte inferior da página, centralizado, sem redigitar o conteúdo. Confira na visualização de impressão se a moldura não ficou cortada nem esticada.

Se a sua instituição não oferece o serviço, procure a biblioteca de uma unidade próxima da mesma rede ou pergunte à coordenação qual o procedimento aceito. Existem serviços particulares que emitem ficha assinada por bibliotecário, mas confirme antes se o seu curso aceita ficha de fora.

O que muda entre TCC, monografia, dissertação e tese

A ficha é a mesma peça em todos os formatos, mas alguns campos mudam e vale saber quais antes de preencher o formulário da biblioteca.

TCC de graduação e monografia. A natureza do trabalho aparece como trabalho de conclusão de curso ou monografia, seguida do curso e da instituição. Em muitas faculdades particulares a ficha só é exigida quando o trabalho vai para o repositório, então confirme antes de correr atrás.

Especialização e MBA. A nota informa que se trata de trabalho apresentado a curso de pós-graduação lato sensu, com o nome do programa. Aqui a exigência costuma ser maior, porque esses trabalhos quase sempre são arquivados.

Dissertação de mestrado e tese de doutorado. São os casos em que a ficha é praticamente universal. A nota traz o programa de pós-graduação, a área de concentração e a linha de pesquisa, além do orientador e do coorientador quando houver. A biblioteca costuma ser mais rigorosa com o vocabulário das palavras-chave, porque esses registros alimentam bases nacionais.

Artigo científico. Em geral não leva ficha. Artigo é submetido a periódico, que tem seus próprios metadados. A exceção é quando o curso aceita artigo como formato de TCC e ainda assim arquiva o trabalho no repositório.

Uma diferença que pega muita gente: em dissertação e tese, o número de folhas informado precisa bater com a versão final depositada, não com a versão levada à defesa. Se a banca pediu correções que mudaram a paginação, a ficha tem que ser pedida depois de aplicar as correções.

Independentemente do formato, a lógica é sempre a mesma: a ficha descreve o documento que será arquivado. Enquanto o documento ainda pode mudar, é cedo para pedir a ficha.

Quem pode assinar a ficha: o papel do bibliotecário

A catalogação é atividade privativa de bibliotecário com registro ativo no Conselho Regional de Biblioteconomia. Por isso toda ficha traz, no rodapé, o nome do profissional e o número do CRB dele.

Isso explica por que você não deve montar a sua no Word imitando o modelo de um colega. Sem a assinatura profissional, o registro não tem validade para o acervo, e muitas secretarias conferem justamente essa linha.

Explica também por que os campos de classificação ficam em branco quando você preenche um formulário online: CDD, CDU e os termos de indexação são decididos por quem cataloga, a partir do título, do resumo e das palavras-chave que você informou. É normal a ficha voltar com assuntos ligeiramente diferentes dos que você sugeriu.

Um detalhe que gera dúvida: a ficha não precisa de assinatura manuscrita nem de carimbo. O nome e o CRB impressos no rodapé bastam.

Erros que fazem a secretaria devolver o trabalho

Tabela com os erros mais comuns na ficha catalográfica e como corrigir cada um

Moldura fora do padrão. Redimensionar a imagem ao colar deforma o quadro. Insira em tamanho real e confira se ficou perto de 7,5 por 12,5 cm.

Contagem de folhas errada. Muita gente informa o número de páginas do Word ou esquece de somar apêndices e anexos. Peça a ficha só depois de o trabalho estar fechado, e conte folhas, não páginas.

Ficha na página errada. Colocar em página própria, depois do sumário ou no fim do trabalho. O lugar é o verso da folha de rosto.

Título divergente. Mudou o título depois de receber a ficha e não pediu uma nova. A banca compara os dois, e essa é uma das devoluções mais frequentes.

Sem o nome do orientador. Alguns formulários deixam o campo opcional, mas boa parte dos manuais exige. Confira antes de enviar.

Fonte e recuo alterados. Redigitar o conteúdo para “arrumar” o alinhamento quebra o padrão de catalogação.

Deixar para a última semana. O prazo da biblioteca não depende de você. Peça a ficha assim que o texto estiver fechado, antes mesmo da revisão final de formatação.

Perguntas frequentes sobre ficha catalográfica

Todo TCC precisa de ficha catalográfica? Depende do manual do curso. É comum ser obrigatória em monografia, dissertação e tese, e variável em TCC de graduação e artigo. Consulte o regulamento do seu curso.

Posso fazer sozinho no Word? Não. A catalogação é privativa de bibliotecário com CRB ativo, e a ficha traz o registro dele no rodapé.

Quanto tempo demora? Varia de alguns minutos, nos geradores automáticos das próprias bibliotecas, a até dez dias úteis, quando o pedido é manual. Peça com folga.

Preciso pagar? Na maioria das instituições públicas e privadas o serviço é gratuito para o aluno matriculado. Serviços particulares cobram, mas confirme antes se o seu curso aceita ficha emitida fora.

Mudei o título depois. E agora? Peça uma ficha nova. Editar o arquivo por conta própria invalida o registro.

Conta folhas ou páginas? Folhas. Uma folha impressa frente e verso equivale a duas páginas e a uma folha só.

A ficha aparece no sumário? Não. Ela é elemento pré-textual e não entra no sumário, assim como capa, folha de rosto e resumo.

Onde vejo modelos reais? Nos repositórios institucionais. A SciELO e o Portal de Periódicos da CAPES ajudam a encontrar trabalhos publicados da sua área, e o repositório da sua própria universidade mostra exatamente o padrão que a sua banca espera ver.

Se ainda estiver montando as partes iniciais do trabalho, vale conferir também o que muda entre os formatos em o que é monografia.

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Deivid Silva Santos, fundador da TCC Solutions Group

Escrito por Deivid Silva Santos

Fundador da TCC Solutions Group

Fundador da TCC Solutions Group, empresa de orientação acadêmica de Londrina (PR) com nota 5,0 e mais de 150 avaliações no Google. Acompanha alunos de todo o Brasil na estruturação de projetos de extensão, relatórios de estágio e trabalhos de conclusão.

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TThaís Helenahá 5 meses
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