NBR 15287 é a norma brasileira que orienta a apresentação de projetos de pesquisa. Ela ajuda a transformar uma ideia inicial em um plano acadêmico verificável, com tema, problema, objetivos, justificativa, base teórica, método, recursos e cronograma conectados. A edição de 2025 substituiu a versão de 2011, por isso um modelo antigo pode trazer uma sequência ou uma orientação de apresentação que já precisa de conferência.
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Este guia explica a ABNT NBR 15287 2025 sem reproduzir o texto protegido da norma. O objetivo é mostrar como interpretar a estrutura, reconhecer o que é obrigatório e revisar o arquivo antes do envio. O manual da sua faculdade continua sendo decisivo quando define capa institucional, fonte, ordem de seções ou campos próprios. Em caso de diferença, compare a orientação local com a norma vigente e confirme com o professor responsável.
O que é a NBR 15287 e quando ela se aplica
A NBR 15287 trata do projeto de pesquisa, ou seja, do documento que apresenta a estrutura inicial de uma investigação ainda planejada. Ela não é a mesma norma usada para organizar um trabalho acadêmico concluído. O projeto diz o que será investigado, por que a pergunta merece atenção, quais evidências serão buscadas e de que modo o estudo poderá ser executado dentro do prazo disponível.
Essa distinção evita um erro comum: escrever resultados ou conclusão antes de a pesquisa acontecer. Em um projeto, o estudante registra decisões futuras com precisão suficiente para que o avaliador julgue coerência e viabilidade. Em vez de prometer descobertas, o texto mostra o caminho. Por isso a norma de projeto de pesquisa valoriza alinhamento entre problema, objetivos, método, recursos e cronograma.
Quem pesquisa NBR 15287 ABNT costuma querer confirmar qual edição organiza o projeto e onde consultar a fonte oficial. Use o catálogo para essa conferência e trate guias universitários apenas como apoio de aplicação.
A aplicação não se limita ao TCC. A NBR 15287 também pode orientar propostas de iniciação científica, especialização, mestrado, doutorado e projetos submetidos a editais, desde que a instituição adote esse padrão. Leia o edital e o manual do curso, pois eles podem reduzir páginas, acrescentar formulários ou pedir uma ordem específica.
NBR 15287 atualizada: o que mudou na referência da edição
A referência correta da edição vigente é ABNT NBR 15287:2025. A mudança mais importante para quem está começando é não citar automaticamente 2011 apenas porque um arquivo antigo aparece primeiro na busca. O Catálogo ABNT é o local oficial para conferir edição, situação e dados bibliográficos da norma. A página de normas publicadas pela ABNT também ajuda a acompanhar atualizações.
Uma atualização normativa não significa que todo modelo anterior ficou inutilizável. Muitas partes continuam reconhecíveis. O cuidado está em não presumir equivalência. Abra o modelo institucional, anote a edição citada e compare cada exigência relevante. A biblioteca da PUC Minas disponibiliza orientação acadêmica baseada na edição de 2025, útil como apoio de leitura, mas a consulta oficial da norma deve continuar no catálogo da ABNT.
Evite baixar cópias sem origem clara. Além do risco de usar uma edição incompleta, normas técnicas têm proteção autoral. Para o trabalho, basta explicar quais diretrizes foram adotadas e incluir a referência da norma conforme a política de acesso da sua instituição.

Estrutura do projeto de pesquisa em três grupos
A estrutura do projeto de pesquisa pode ser entendida em três grupos: elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Essa divisão facilita a conferência, mas não substitui o manual do curso. Uma faculdade pode tornar a capa obrigatória, inserir ficha de avaliação ou pedir resumo, mesmo quando esses itens não ocupam a mesma posição na orientação geral.
Elementos pré-textuais
Os pré-textuais identificam e organizam o documento antes do texto principal. Na leitura orientativa baseada na NBR 15287, a folha de rosto e o sumário ocupam papel central. Listas de ilustrações, tabelas, abreviaturas, siglas e símbolos dependem da necessidade real. A capa pode ser solicitada pelo curso, ainda que a norma a trate de modo diferente do manual institucional.
Elementos textuais
Os textuais concentram a proposta científica. A introdução apresenta tema, problema, hipóteses quando cabíveis, objetivos e justificativa. Depois aparecem referencial teórico, metodologia, recursos e cronograma. A instituição pode separar cada componente em seção própria. O ponto técnico é preservar a função de cada parte e a relação lógica entre elas.
Elementos pós-textuais
As referências são essenciais porque identificam as fontes citadas. Glossário, apêndices, anexos e índice aparecem conforme a natureza da pesquisa. Um questionário criado pelo autor pode integrar um apêndice. Uma autorização institucional fornecida por terceiro pode aparecer como anexo, se o curso permitir e se não houver dado sensível.
Parte externa e identificação do documento
A capa identifica instituição, autor, título, local e ano conforme o padrão adotado. A folha de rosto acrescenta a natureza do projeto, a entidade à qual ele será apresentado e a identificação de orientação ou coorientação quando houver. Não copie uma frase genérica de outro curso. O tipo de atividade, o programa e o vínculo institucional precisam corresponder ao seu caso.
O título deve ser informativo. Expressões como “um estudo sobre educação” dizem pouco. Um título mais preciso nomeia fenômeno, público, contexto e, quando necessário, período. Essa precisão também ajuda a construir o problema e a selecionar descritores. Se o título muda durante o amadurecimento do projeto, atualize capa, folha de rosto, sumário e metadados do arquivo.
Não inclua dados pessoais desnecessários. Número de documento, endereço residencial e contato privado raramente pertencem à capa acadêmica. Use apenas o que o formulário institucional exige. Quando o projeto envolve parceria externa, confirme se o nome da organização pode aparecer antes de tornar o arquivo público.
Introdução conforme a NBR 15287
A introdução do projeto de pesquisa ABNT conduz o leitor do contexto ao recorte. Ela apresenta o tema, transforma uma inquietação em problema investigável, registra hipótese quando fizer sentido, define objetivos e explica a relevância do estudo. Esses componentes podem estar sob subtítulos ou em uma sequência contínua, conforme o manual.
Comece pelo fenômeno, não por uma frase universal. Em seguida, mostre qual lacuna será examinada. A pergunta precisa ser respondível com dados ou literatura acessível. Perguntas que pedem “a solução definitiva” para um problema social amplo não cabem no tempo de um TCC. Prefira delimitação por população, local, período, variável ou corpus documental.
A justificativa não é uma declaração de gosto pessoal. Ela pode combinar relevância científica, social, profissional e acadêmica, desde que cada afirmação tenha base. Se disser que um problema cresceu, cite dado atual. Se não houver indicador confiável, explique a lacuna sem inventar números. Para aprofundar a conexão entre problema e método, consulte o guia de como fazer projeto de pesquisa.

Problema, hipótese e objetivos sem contradição
O problema costuma assumir forma de pergunta. O objetivo geral expressa o que o estudo fará para respondê-la. Os objetivos específicos dividem esse movimento em operações observáveis, como identificar, descrever, comparar, analisar ou verificar. Se o problema pergunta sobre percepção de estudantes, o método precisa acessar essas percepções. Uma revisão bibliográfica não substitui entrevistas quando o objetivo promete conhecer uma experiência local ainda não documentada.
A hipótese é uma resposta provisória que pode ser confrontada com evidências. Ela é comum em estudos explicativos e quantitativos, mas pode não caber em projetos exploratórios ou em certas abordagens qualitativas. A NBR 15287 admite hipótese quando aplicável, portanto não force uma previsão apenas para preencher espaço.
Faça um teste simples de alinhamento. Leia o problema, depois o objetivo geral e a metodologia, sem olhar o restante. Os três devem descrever o mesmo estudo. Em seguida, associe cada objetivo específico a uma fonte de dados e a uma forma de análise. O guia sobre metodologia científica ajuda a reconhecer essa correspondência.
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Referencial teórico no projeto de pesquisa
O referencial teórico demonstra que a proposta conhece o debate existente. Não é uma coleção de definições. Selecione conceitos, modelos e resultados anteriores que sustentem o problema e a escolha metodológica. Dê prioridade a fontes acadêmicas pertinentes, atuais quando o tema exigir, e clássicas quando forem indispensáveis à base conceitual.
Organize a busca antes de escrever. Defina bases, descritores, idiomas, período e critérios de seleção. O Portal de Periódicos CAPES e a SciELO são pontos de partida confiáveis. Registre a estratégia, pois ela será útil para justificar como a literatura foi localizada.
A estrutura do projeto de pesquisa fica mais sólida quando o referencial conversa com as variáveis ou categorias do método. Se o projeto avalia acessibilidade digital, por exemplo, a base teórica deve explicar acessibilidade, barreiras, público e critérios de avaliação. Uma seção sobre história geral da internet pode ser dispensável se não ajudar a responder a pergunta.
Metodologia: transformar intenção em procedimento
A metodologia descreve tipo de estudo, campo ou corpus, participantes quando houver, critérios de inclusão e exclusão, instrumentos, procedimentos e análise. Informe apenas o que será executado. Frases como “será feita uma pesquisa na internet” não permitem avaliar qualidade, replicação ou viabilidade.
Em revisão de literatura, nomeie bases, expressões de busca, período, idiomas e critérios. Em pesquisa documental, identifique o conjunto de documentos e o procedimento de análise. Em estudo com participantes, descreva recrutamento, consentimento, proteção de dados e técnica analítica. Pesquisas com seres humanos podem exigir avaliação ética; confirme as regras do sistema CEP/Conep e da instituição antes de iniciar a coleta.
A norma de projeto de pesquisa organiza a apresentação, mas não escolhe o método por você. A decisão metodológica nasce do problema. Para comparar grupos, pode ser necessária análise quantitativa. Para compreender experiências, uma abordagem qualitativa pode ser mais adequada. Estudos mistos exigem explicação de como os dois conjuntos de dados serão integrados.

Recursos e cronograma realistas
Recursos incluem pessoas, materiais, softwares, deslocamentos, acesso a bases, equipamentos e custos previstos. Um projeto simples pode declarar que usará computador pessoal, bases institucionais e software gratuito. Um estudo de campo pode exigir transporte, gravação, transcrição e local reservado. Não prometa recurso ao qual você não tem acesso confirmado.
O cronograma converte o método em tempo. Liste atividades na ordem real: revisão, ajustes do protocolo, avaliação ética quando aplicável, coleta, organização dos dados, análise, escrita, revisão e entrega. Reserve margem para resposta do orientador e imprevistos. Colocar todas as etapas no último mês não demonstra rapidez, mas risco.
Confira se o prazo do cronograma é compatível com o curso. Algumas autorizações levam semanas ou meses. Se a aprovação ética é necessária, nenhuma coleta deve ser agendada antes da decisão. A NBR 15287 ajuda a tornar essas dependências visíveis para o avaliador.
Apresentação gráfica e normas complementares
A NBR 15287 trabalha junto de outras normas. Citações, referências, sumário, numeração progressiva e apresentação gráfica dependem de documentos específicos e da edição vigente. Por isso não existe um único conjunto de margens ou detalhes tipográficos que possa ser copiado sem conferir o manual institucional e as normas citadas por ele.
Use estilos de título no editor de texto em vez de formatar cada heading manualmente. Isso preserva hierarquia e permite atualizar o sumário. Padronize fonte, espaçamento, recuos, paginação, legendas e fontes de ilustrações. Para entender como uma norma de estrutura se relaciona a outra tipologia documental, veja o guia da NBR 6022 para artigo científico.
Antes de entregar, gere PDF e revise página por página. Tabelas cortadas, títulos isolados no fim da folha, links quebrados e sumário desatualizado podem surgir na conversão. O arquivo final deve abrir em outro dispositivo sem depender de fontes ou complementos instalados apenas no seu computador.
11 pontos para revisar o projeto
- Confirme se a referência usada é ABNT NBR 15287:2025.
- Compare a norma com o manual vigente da faculdade.
- Verifique capa e folha de rosto segundo o modelo institucional.
- Atualize o sumário depois da última revisão.
- Delimite tema, população, contexto e período quando necessário.
- Escreva um problema que possa ser respondido.
- Alinhe objetivo geral, específicos e método.
- Use hipótese somente quando ela for metodologicamente adequada.
- Detalhe dados, instrumentos, procedimentos e análise.
- Monte recursos e cronograma compatíveis com a execução.
- Revise referências, citações, paginação e PDF final.
Esse checklist não substitui a leitura do documento oficial. Ele funciona como filtro de consistência. Se um item falhar, corrija a causa. Um objetivo incompatível com o método não se resolve apenas mudando a formatação.
Seu projeto já está escrito e precisa ficar alinhado ao padrão acadêmico?

Perguntas frequentes sobre a NBR 15287
A NBR 15287:2011 ainda deve ser usada?
A edição de 2025 substituiu a de 2011. Confirme no Catálogo ABNT e atualize a referência. Se sua instituição entregou um manual antigo, peça orientação sobre a transição em vez de assumir que as duas edições são idênticas.
Onde encontrar a NBR 15287 em PDF?
Consulte primeiro o Catálogo ABNT e o acesso institucional oferecido pela biblioteca da sua faculdade. Não use cópia sem origem clara nem ofereça download da norma. Um guia universitário pode explicar a aplicação, mas não substitui o documento oficial.
A capa é obrigatória em todo projeto?
A orientação geral e o manual institucional podem tratar a capa de modos diferentes. Siga o modelo oficial do curso e mantenha a folha de rosto e os demais elementos exigidos. Não retire um campo institucional apenas porque outro modelo não o apresenta.
Projeto de pesquisa precisa de resumo?
Essa exigência varia conforme faculdade, programa ou edital. Consulte a lista de elementos do manual vigente. Se o resumo for pedido, apresente tema, problema, objetivo e método de forma concisa, sem anunciar resultados que ainda não existem.
Qual norma usar nas referências do projeto?
As referências seguem a norma específica vigente indicada pela ABNT e pelo manual do curso. A NBR 15287 define a organização do projeto, mas não substitui as normas de referências, citações, sumário e numeração progressiva.
O cronograma entra no sumário?
Sim, quando o cronograma integra as seções textuais do projeto, ele aparece na mesma ordem e grafia adotadas no documento. Atualize o sumário automaticamente depois de qualquer mudança de título ou página.
Posso usar um modelo pronto da internet?
Use modelo apenas como referência visual e confirme cada parte. Arquivos antigos podem citar edição revogada, misturar normas ou impor exigências de outra instituição. O documento deve corresponder ao seu curso, ao seu método e à edição vigente.
Como fechar a revisão com segurança
A melhor leitura final ocorre em duas passagens. Na primeira, avalie a lógica científica: pergunta, objetivo, base teórica, método, recursos e prazo. Na segunda, confira a apresentação segundo a NBR 15287 e o manual da instituição. Separar conteúdo de forma ajuda a identificar falhas que ficam escondidas quando tudo é revisado ao mesmo tempo.
Se o projeto puder ser entendido e avaliado sem explicações orais, ele cumpriu sua função de planejamento. A apresentação correta torna esse plano navegável, mas é a coerência entre as decisões que sustenta a pesquisa.
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Escrito por Deivid Silva Santos
Fundador da TCC Solutions Group
Fundador da TCC Solutions Group, empresa de orientação acadêmica de Londrina (PR) com nota 5,0 e mais de 150 avaliações no Google. Acompanha alunos de todo o Brasil na estruturação de projetos de extensão, relatórios de estágio e trabalhos de conclusão.
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