
Escrever um artigo científico em inglês trava mais gente pelo medo do que pela língua. A pesquisa está pronta, os resultados são bons, e mesmo assim o texto não sai. A boa notícia é que o inglês de periódico é padronizado: estrutura fixa, verbos repetidos, frases curtas. Quem entende o padrão escreve com um vocabulário bem menor do que imagina.
A boa notícia? Escrever um artigo científico em inglês pronto para publicação é totalmente aprendível. Não é mágica, é estrutura, exemplos práticos e um checklist de validação.
Neste guia, você vai aprender:
- A estrutura IMRAD (Introduction, Methods, Results, Discussion, Conclusion) que funciona em quase 100% dos periódicos internacionais
- Passo a passo de cada seção com exemplos reais em português E inglês lado a lado
- Os erros mais comuns que levam à rejeição (e como evitá-los)
- Se você deve traduzir ou escrever direto em inglês
- Um checklist prático para revisar seu artigo científico em inglês antes de submeter
Vamos começar.
Por Que Escrever Artigo científico em inglês Científico em Inglês?
Antes da técnica, uma observação que muda a expectativa: quem procura como escrever artigo científico em inglês costuma achar que precisa de fluência conversacional. Não precisa. O inglês acadêmico é um registro restrito, com repertório previsível e tolerância baixa a floreio. Ele é mais fácil de dominar do que o inglês do dia a dia justamente porque é engessado.
Antes de mergulhar na técnica, vale entender por que isso importa tanto.
Publicar em inglês não é apenas uma exigência, é uma porta de entrada. Periódicos internacionais em inglês têm alcance global. Sua pesquisa pode ser lida por cientistas em 150 países. Isso significa mais citações, mais visibilidade, mais oportunidades de colaboração internacional.
Para sua carreira acadêmica, publicações em inglês em periódicos de impacto contam muito mais no currículo. Se você quer bolsa de pós-doutorado, posição em universidade de pesquisa ou colaborações internacionais, artigos científico em inglês são praticamente obrigatórios.
Além disso, muitos programas de pós-graduação exigem pelo menos uma publicação em periódico internacional como critério de conclusão. Não é opcional, é parte do caminho.
A realidade é que o inglês acadêmico tem suas próprias regras. Não é o inglês do dia a dia. É mais formal, mais estruturado, com convenções muito específicas. E é exatamente isso que vamos cobrir aqui.
Estrutura IMRAD: Os 5 Pilares de um Artigo científico em inglês Científico em Inglês
A estrutura IMRAD organiza o texto em Introduction, Methods, Results and Discussion, e é o formato esperado pela maioria dos periódicos indexados. Some a isso o abstract em inglês, que na prática é o trecho mais lido e mais decisivo do trabalho: muito editor decide seguir ou recusar sem passar da primeira página.
IMRAD é um acrônimo simples que representa a estrutura padrão de quase todos os artigos científicos em periódicos internacionais:
- I: Introduction (Introdução)
- M: Methods (Metodologia)
- R: Results (Resultados)
- A: Discussion (Discussão)
- D: Conclusion (Conclusão)
Além disso, todo artigo científico em inglês tem:
- Title (Título)
- Keywords (Palavras-chave)
- Abstract (Resumo)
- References (Referências)
Por que essa estrutura é universal? Porque funciona. Ela segue a lógica do método científico: você apresenta um problema, explica como investigou, mostra o que encontrou, interpreta os achados e conclui. É lógico, é claro, é reprodutível.
Periódicos internacionais exigem essa estrutura porque facilita a leitura, a revisão por pares (peer review) e a reprodução da pesquisa. Se você desviar muito dessa estrutura, seu artigo científico em inglês pode ser desk reject (rejeitado sem nem ir para revisão) logo na primeira leitura do editor.
A boa notícia? Você não precisa inventar nada. Basta seguir o padrão.
Passo a Passo: Cada Seção do Artigo científico em inglês Científico em Inglês
Agora vamos ao concreto. Cada seção tem uma função, uma estrutura esperada e erros comuns. Vou mostrar exemplo em português E inglês lado a lado para você entender a transformação.
Title e Keywords: Primeiras Impressões Contam
Seu título é a primeira coisa que alguém lê. Se for vago, genérico ou muito longo, o leitor já perde interesse.
O que um bom título faz:
- Deixa claro qual é o tema específico (não genérico)
- Inclui palavras-chave relevantes (para busca em bases de dados)
- Tem entre 10 e 15 palavras (não muito longo, não muito curto)
- Usa linguagem clara, sem jargão desnecessário
Exemplo:
| Português | Inglês |
|---|---|
| Efeitos da Privação de Sono na Memória de Trabalho em Estudantes Universitários | Effects of Sleep Deprivation on Working Memory in University Students |
Viu? O título em inglês é direto, específico e tem as palavras-chave (sleep deprivation, working memory, university students).
Keywords (3-5 palavras-chave):
Escolha palavras que descrevem sua pesquisa e que alguém buscaria em uma base de dados. Exemplo:
- Sleep deprivation
- Working memory
- Cognitive performance
- University students
- Sleep quality
Evite palavras muito genéricas (research, study, analysis), elas não ajudam na busca.

Abstract (Resumo): O Portão de Entrada do Seu Artigo científico em inglês
O abstract é o resumo do seu artigo científico em inglês inteiro em 150-250 palavras. É a parte que mais pessoas vão ler. Se seu abstract for vago ou confuso, ninguém vai ler o artigo científico em inglês completo.
Estrutura esperada do abstract:
- Contexto/Background (1-2 sentenças): Por que isso importa? Qual é o problema geral?
- Objetivo/Aim (1 sentença): O que você investigou especificamente?
- Métodos/Methods (2-3 sentenças): Como você fez isso?
- Resultados/Results (2-3 sentenças): O que você encontrou?
- Conclusão/Conclusion (1-2 sentenças): Qual é a implicação? O que isso significa?
Exemplo lado a lado:
Português:
“A privação de sono é um problema crescente entre estudantes universitários, afetando desempenho acadêmico e saúde mental. Este estudo investigou os efeitos da privação de sono na memória de trabalho em 120 estudantes universitários. Utilizamos testes cognitivos padronizados e questionários de qualidade de sono. Resultados mostraram que estudantes com menos de 6 horas de sono tiveram desempenho 25% menor em testes de memória de trabalho comparado ao grupo controle. Conclusão: privação de sono afeta significativamente a memória de trabalho, sugerindo a necessidade de políticas institucionais de saúde do sono.”
Inglês:
“Sleep deprivation is a growing problem among university students, affecting academic performance and mental health. This study investigated the effects of sleep deprivation on working memory in 120 university students. We used standardized cognitive tests and sleep quality questionnaires. Results showed that students with less than 6 hours of sleep performed 25% worse on working memory tests compared to the control group. Conclusion: sleep deprivation significantly affects working memory, suggesting the need for institutional sleep health policies.”
Erros comuns em abstracts:
- ❌ Muito vago: “Este estudo examinou fatores relacionados ao desempenho” (que fatores? qual desempenho?)
- ❌ Muito longo: Mais de 300 palavras (periódicos rejeitam)
- ❌ Sem conclusão: Termina nos resultados, não diz o que significa
- ❌ Linguagem coloquial: “A gente descobriu que…” (muito informal para inglês acadêmico)
- ❌ Citações: Abstracts não devem citar outros autores
Dica prática: Escreva o abstract por último, depois que você já tem tudo pronto. É mais fácil resumir do que tentar adivinhar o que você vai escrever.
Introduction: Contextualizando Seu Problema de Pesquisa
A introdução é onde você “vende” sua pesquisa. Você começa amplo (contexto geral) e vai estreitando até chegar no seu problema específico.
Estrutura esperada:
- Parágrafo 1: Contexto geral: Qual é o tema amplo? Por que importa?
- Parágrafo 2-3: Problema específico: O que já se sabe? Qual é a lacuna?
- Parágrafo 4: Seu objetivo: O que você vai investigar para preencher essa lacuna?
Exemplo lado a lado:
Português:
“A qualidade do sono é essencial para a saúde cognitiva e bem-estar geral. Estudos mostram que adultos precisam de 7-9 horas de sono para manter funções cognitivas ótimas. No entanto, entre estudantes universitários, a privação de sono é altamente prevalente. Pesquisas anteriores documentaram que até 70% dos estudantes universitários dormem menos de 7 horas por noite. Apesar dessa prevalência, poucos estudos investigaram especificamente como a privação de sono afeta a memória de trabalho, que é crítica para aprendizado acadêmico. Portanto, este estudo investigou os efeitos da privação de sono na memória de trabalho em estudantes universitários, com o objetivo de fornecer evidências que informem políticas institucionais de saúde do sono.”
Inglês:
“Sleep quality is essential for cognitive health and overall well-being. Research shows that adults require 7: 9 hours of sleep to maintain optimal cognitive function. However, among university students, sleep deprivation is highly prevalent. Previous research has documented that up to 70% of university students sleep less than 7 hours per night. Despite this prevalence, few studies have specifically investigated how sleep deprivation affects working memory, which is critical for academic learning. Therefore, this study investigated the effects of sleep deprivation on working memory in university students, aiming to provide evidence to inform institutional sleep health policies.”
Erros comuns em Introduction:
- ❌ Sem lacuna clara: Você apresenta contexto, mas não deixa claro o que está faltando
- ❌ Muito longa: Mais de 2 páginas (periódicos preferem introduções concisas)
- ❌ Mistura de tempos verbais: “A pesquisa mostra e mostrou…” (escolha um tempo e mantenha)
- ❌ Citações genéricas: “Muitos estudos mostram…” (cite estudos específicos)
- ❌ Objetivo vago: “Investigamos fatores relacionados ao sono” (que fatores? como?)
Dica prática: Use a estrutura “funil invertido”, comece amplo, vá estreitando, termine com seu objetivo específico. Isso mantém o leitor engajado.

Methods: Explicando Sua Metodologia com Clareza
A seção Methods é onde você explica COMO você fez a pesquisa. Deve ser tão clara que outro pesquisador conseguisse reproduzir seu estudo.
O que incluir:
- Participantes/Amostra: Quantos? Critérios de inclusão/exclusão?
- Instrumentos/Ferramentas: Que testes, questionários ou equipamentos você usou?
- Procedimento: Passo a passo do que você fez
- Análise de dados: Como você analisou os dados? Que testes estatísticos?
Exemplo lado a lado:
Português:
“Participantes: 120 estudantes universitários (60 homens, 60 mulheres, idade média 21 anos) foram recrutados de uma universidade pública. Critérios de inclusão: estar matriculado em curso de graduação, sem histórico de distúrbios do sono diagnosticados. Instrumentos: Usamos o Teste de Dígitos (WAIS-IV) para avaliar memória de trabalho e o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI) para avaliar qualidade do sono. Procedimento: Participantes completaram questionários e testes cognitivos em uma sessão de 45 minutos. Análise de dados: Comparamos desempenho no Teste de Dígitos entre grupos (menos de 6 horas vs 7-9 horas de sono) usando teste t independente, com nível de significância p < 0,05.”
Inglês:
“Participants: 120 university students (60 male, 60 female, mean age 21 years) were recruited from a public university. Inclusion criteria: enrolled in an undergraduate program, no history of diagnosed sleep disorders. Instruments: We used the Digit Span Test (WAIS-IV) to assess working memory and the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) to assess sleep quality. Procedure: Participants completed questionnaires and cognitive tests in a 45-minute session. Data analysis: We compared Digit Span Test performance between groups (less than 6 hours vs 7: 9 hours of sleep) using an independent samples t-test, with significance level p < 0.05.”
Erros comuns em Methods:
- ❌ Muito genérico: “Usamos questionários” (qual questionário? quantas perguntas?)
- ❌ Incompleto: Falta informação sobre amostra, instrumentos ou procedimento
- ❌ Tempo verbal inconsistente: “Usamos… e usávamos…” (escolha passado simples)
- ❌ Sem detalhes estatísticos: “Analisamos os dados” (com qual teste? qual p-value?)
- ❌ Muito longo: Methods não precisa ser mais de 2-3 páginas
Dica prática: Use tempo verbal passado simples (We used, We recruited, We analyzed). Isso é padrão em inglês acadêmico.
Results: Apresentando Seus Achados
Results é onde você apresenta o que encontrou. Aqui você NÃO interpreta, isso fica para Discussion. Você apenas relata os dados.
O que incluir:
- Dados descritivos (média, desvio padrão)
- Resultados de testes estatísticos (p-values, tamanhos de efeito)
- Referências a figuras e tabelas
- Dados em ordem lógica (não aleatória)
Exemplo lado a lado:
Português:
“Participantes que dormiam menos de 6 horas por noite (M = 5,2, DP = 0,8) tiveram desempenho significativamente pior no Teste de Dígitos (M = 6,1, DP = 1,5) comparado ao grupo que dormia 7-9 horas (M = 8,2, DP = 1,2), t(118) = -8,45, p < 0,001. O tamanho do efeito foi grande (d = 1,52). Além disso, houve correlação negativa significativa entre horas de sono e desempenho no teste (r = 0,68, p < 0,001), indicando que quanto menos sono, pior o desempenho.”
Inglês:
“Participants who slept less than 6 hours per night (M = 5.2, SD = 0.8) performed significantly worse on the Digit Span Test (M = 6.1, SD = 1.5) compared to the group sleeping 7: 9 hours (M = 8.2, SD = 1.2), t(118) = −8.45, p < 0.001. The effect size was large (d = 1.52). Additionally, there was a significant negative correlation between hours of sleep and test performance (r = 0.68, p < 0.001), indicating that less sleep was associated with worse performance.”
Erros comuns em Results:
- ❌ Interpretação: “Isso mostra que sono é importante…” (fica para Discussion)
- ❌ Linguagem vaga: “Houve uma diferença” (qual diferença? quanto?)
- ❌ Sem p-values: “Houve diferença significativa” (mas qual é o p-value?)
- ❌ Figuras/tabelas sem legenda clara: Legenda em português (deve ser em inglês)
- ❌ Dados desorganizados: Apresenta resultados em ordem aleatória
Dica prática: Use tabelas e figuras para apresentar dados complexos. Texto deve apenas apontar para elas (ex: “Table 1 shows…”). Isso melhora legibilidade.
Discussion: Interpretando e Contextualizando Resultados
Discussion é onde você “fala” sobre seus resultados. Aqui você interpreta, compara com literatura, discute limitações e implicações.
Estrutura esperada:
- Parágrafo 1: Resumo dos achados: O que você encontrou? Responde sua pergunta de pesquisa?
- Parágrafo 2-3: Comparação com literatura: Como seus resultados se comparam com estudos anteriores?
- Parágrafo 4: Limitações: Quais são as limitações do seu estudo?
- Parágrafo 5: Implicações: O que isso significa? Qual é a aplicação prática?
Exemplo lado a lado:
Português:
“Este estudo encontrou que privação de sono afeta significativamente a memória de trabalho em estudantes universitários, com um tamanho de efeito grande. Esses achados estão alinhados com pesquisas anteriores que demonstraram que sono inadequado prejudica funções cognitivas. Smith et al. (2020) encontraram resultados similares em amostra de 200 participantes. No entanto, nosso estudo estendeu esses achados ao focar especificamente em estudantes universitários, uma população particularmente vulnerável.”
“Uma limitação importante é que usamos uma amostra de conveniência de uma única universidade, o que pode limitar a generalização. Além disso, não controlamos para outros fatores que afetam memória, como cafeína ou estresse. Apesar dessas limitações, os achados têm implicações importantes para políticas institucionais. Universidades devem considerar implementar programas de educação sobre higiene do sono e ajustar horários de aulas para acomodar necessidades de sono dos estudantes.”
Inglês:
“This study found that sleep deprivation significantly affects working memory in university students, with a large effect size. These findings align with previous research demonstrating that inadequate sleep impairs cognitive function. Smith et al. (2020) found similar results in a sample of 200 participants. However, our study extended these findings by focusing specifically on university students, a particularly vulnerable population.”
“An important limitation is that we used a convenience sample from a single university, which may limit generalizability. Additionally, we did not control for other factors affecting memory, such as caffeine or stress. Despite these limitations, the findings have important implications for institutional policy. Universities should consider implementing sleep hygiene education programs and adjusting class schedules to accommodate students’ sleep needs.”
Erros comuns em Discussion:
- ❌ Repetição de Results: “Encontramos que dormem menos… e isso significa que dormem menos…” (não repita)
- ❌ Sem comparação com literatura: Você interpreta seus dados, mas não compara com outros estudos
- ❌ Sem limitações: Todo estudo tem limitações, reconheça as suas
- ❌ Implicações vagas: “Isso é importante” (importante para quem? como?)
- ❌ Muito longa: Discussion não precisa ser mais de 3-4 páginas
Dica prática: Comece a Discussion reconhecendo se seus resultados responderam sua pergunta de pesquisa. Isso mantém o foco.
Conclusion: Fechando com Impacto
Conclusion é breve (1 parágrafo, máximo 200 palavras). Você resume o achado principal, menciona implicações e sugere pesquisas futuras.
Exemplo lado a lado:
Português:
“Em conclusão, este estudo demonstrou que privação de sono afeta significativamente a memória de trabalho em estudantes universitários. Esses achados destacam a importância de políticas institucionais que promovam saúde do sono. Pesquisas futuras devem investigar se intervenções de higiene do sono podem melhorar desempenho acadêmico e explorar mecanismos neurobiológicos subjacentes a esses efeitos.”
Inglês:
“In conclusion, this study demonstrated that sleep deprivation significantly affects working memory in university students. These findings highlight the importance of institutional policies promoting sleep health. Future research should investigate whether sleep hygiene interventions can improve academic performance and explore the neurobiological mechanisms underlying these effects.”
Erros comuns em Conclusion:
- ❌ Muito longa: Conclusion não é lugar para novos dados
- ❌ Sem resposta clara: Você não deixa claro se respondeu sua pergunta
- ❌ Sem implicações: “Isso foi importante” (importante para quê?)
- ❌ Sem sugestões futuras: Conclusion deve apontar para próximos passos
Erros Comuns no Artigo científico em inglês Científico em Inglês
Vale conferir também os fundamentos do texto antes da tradução: se a lógica não fecha em português, ela não vai fechar em inglês. Revisar a estrutura do artigo científico em inglês e o encadeamento entre objetivo, método e resultado resolve boa parte do que o revisor apontaria como problema de idioma.
Agora que você entende a estrutura, vamos aos erros que mais levam à rejeição. Muitos desses são específicos de autores brasileiros.
1. Abstract muito vago ou muito longo
❌ Errado: “Este estudo examinou fatores relacionados ao desempenho de estudantes.”
✅ Certo: “This study investigated the effects of sleep deprivation on working memory in 120 university students, finding a 25% performance decrease in the sleep-deprived group.”
2. Introduction sem lacuna clara
❌ Errado: Você apresenta contexto, mas não deixa claro o que está faltando na literatura.
✅ Certo: “While previous research has documented sleep deprivation prevalence, few studies have specifically investigated its effects on working memory in university students.”
3. Methods genérico ou incompleto
❌ Errado: “Usamos testes cognitivos para avaliar desempenho.”
✅ Certo: “We used the Digit Span Test (WAIS-IV) to assess working memory in a 45-minute session with 120 participants.”
4. Results com interpretação
❌ Errado: “Isso mostra que sono é importante para memória.”
✅ Certo: “Participants sleeping less than 6 hours performed 25% worse on the Digit Span Test (p < 0.001).”
5. Discussion repetindo Results
❌ Errado: “Encontramos que dormem menos… e isso significa que dormem menos…”
✅ Certo: “Our findings align with Smith et al. (2020), who found similar effects in a larger sample. However, our study extends previous research by focusing on university students.”
6. Problemas de idioma específicos:
- Phrasal verbs incorretos: “Carry out” (realizar), “point out” (apontar), “bring about” (causar)
- Preposições erradas: “effect ON” (não “effect IN”), “impact ON” (não “impact IN”)
- Tempos verbais inconsistentes: Use passado simples em Methods e Results (We used, We found)
- Artigos: “The study” (com artigo científico em inglês), não “Study” (sem artigo científico em inglês)
7. Citações mal formatadas
❌ Errado: “Smith disse que sono é importante (Smith, 2020).”
✅ Certo: “Sleep deprivation impairs cognitive function (Smith et al., 2020).”
8. Figuras e tabelas sem legenda clara
❌ Errado: Legenda em português ou muito vaga (“Tabela 1”)
✅ Certo: “Table 1. Digit Span Test Performance by Sleep Duration Group”
9. Conclusão fraca ou sem implicações
❌ Errado: “Este estudo foi importante.”
✅ Certo: “These findings have important implications for institutional sleep health policies and suggest the need for future research on intervention effectiveness.”
Tradução vs Escrita Original: Qual é a Melhor Abordagem?
Essa é uma dúvida que todo pós-graduando tem: devo traduzir meu artigo científico em inglês do português para inglês ou escrever direto em inglês?
A resposta é: depende do seu nível de inglês, mas em geral, escrever direto em inglês é melhor.
Aqui está por quê:
| Aspecto | Tradução Automática | Escrita Original em Inglês |
|---|---|---|
| Qualidade de idioma | Erros frequentes, construções não-naturais | Mais natural, menos erros se você tem nível intermediário+ |
| Tempo total | Rápido no início, mas requer revisão profunda depois | Mais lento no início, mas menos retrabalho |
| Coerência | Pode perder nuances e estrutura lógica | Mantém coerência se você escreve com cuidado |
| Custo | Grátis (Google Translate, DeepL) | Pode exigir revisão profissional depois |
| Aceitação em periódicos | Maior risco de rejeição por idioma | Menor risco se revisado |
Quando usar tradução automática:
- Como ponto de partida para rascunho (não para versão final)
- Para traduzir seções técnicas com muito jargão
- Para ter uma base e depois revisar profundamente
Quando escrever direto em inglês:
- Se você tem nível intermediário ou avançado (B1+)
- Para seções que exigem fluidez (Introduction, Discussion)
- Para evitar erros de tradução que são difíceis de detectar depois
Dica prática: Se você vai usar tradução automática, faça assim:
- Escreva em português com clareza e estrutura correta
- Traduza com ferramenta (Google Translate ou DeepL)
- Revise profundamente: leia cada sentença, corrija erros, melhore fluidez
- Peça para alguém com nível avançado revisar (ou contrate revisão profissional)
Nunca submeta um artigo científico em inglês traduzido automaticamente sem revisão profunda. Periódicos rejeitam por problemas de idioma o tempo todo.

Checklist Final do Artigo científico em inglês Científico em Inglês Antes de Submeter
Antes de submeter seu artigo para um periódico, use este checklist. Marque cada item conforme você revisa.
Checklist de Revisão Completa
Estrutura Geral:
- Título claro, específico e com palavras-chave (10-15 palavras)
- Keywords (3-5 palavras relevantes, sem genéricos)
- Abstract completo (150-250 palavras) com contexto, objetivo, métodos, resultados e conclusão
- Todas as seções presentes: Introduction, Methods, Results, Discussion, Conclusion
- Referências formatadas corretamente (verificar estilo do periódico: APA, Vancouver, etc.)
Introduction:
- Começa com contexto geral
- Apresenta problema específico e lacuna na literatura
- Objetivo de pesquisa está claro
- Sem Methods ou Results na Introduction
Methods:
- Amostra/participantes descritos (n, critérios de inclusão/exclusão)
- Instrumentos/ferramentas descritos com detalhes
- Procedimento está claro e reprodutível
- Análise de dados explicada (testes estatísticos, p-values)
Results:
- Apresenta dados sem interpretação
- Inclui estatísticas descritivas (M, SD) e inferenciais (p-values)
- Referências a tabelas e figuras estão corretas
- Figuras e tabelas têm legendas claras em inglês
Discussion:
- Resume achados principais
- Compara com literatura anterior
- Reconhece limitações do estudo
- Discute implicações práticas
- Não repete Results
Conclusion:
- Breve (1 parágrafo, máximo 200 palavras)
- Responde à pergunta de pesquisa
- Menciona implicações
- Sugere pesquisas futuras
Idioma e Estilo:
- Tempos verbais consistentes (passado simples em Methods/Results)
- Preposições corretas (effect ON, impact ON, etc.)
- Phrasal verbs usados corretamente
- Sem coloquialismos ou linguagem muito informal
- Sem erros de ortografia ou gramática (use Grammarly ou similar)
Formatação:
- Fonte consistente (geralmente Times New Roman, 12pt)
- Espaçamento duplo (verificar exigências do periódico)
- Margens corretas (geralmente 1 polegada/2,5cm)
- Numeração de páginas presente
- Figuras e tabelas em alta resolução
Verificações Finais:
- Verificação de plágio realizada (use Turnitin, iThenticate ou similar)
- Todas as citações têm referências correspondentes
- Nenhuma informação pessoal ou identificadora (para revisão cega)
- Artigo foi lido em voz alta para detectar erros
- Alguém com nível avançado de inglês revisou (ou revisão profissional realizada)

Perguntas Frequentes (FAQ)
Como escrever um abstract (resumo) de artigo científico em inglês?
Um abstract deve ter entre 150-250 palavras e seguir esta estrutura:
- Contexto (1-2 sentenças): Por que isso importa?
- Objetivo (1 sentença): O que você investigou?
- Métodos (2-3 sentenças): Como você fez?
- Resultados (2-3 sentenças): O que encontrou?
- Conclusão (1-2 sentenças): O que significa?
Use linguagem clara, sem citações, e sempre em passado simples. Lembre-se: o abstract é a porta de entrada, se for vago, ninguém lê o artigo científico em inglês.
Qual é a diferença entre artigo científico em inglês e em português?
As principais diferenças são:
- Estrutura: Ambos usam IMRAD, mas periódicos em inglês são mais rigorosos
- Tom: Inglês acadêmico é mais formal e estruturado que português
- Citações: Inglês usa mais citações e referências a literatura internacional
- Periódicos: Periódicos em inglês têm maior alcance e mais rigor na revisão
- Impacto: Publicações em inglês têm mais citações e visibilidade
Se você quer publicação internacional com impacto, inglês é obrigatório.
Posso traduzir meu artigo do português para inglês automaticamente?
Tecnicamente sim, mas não é recomendado para versão final. Ferramentas como Google Translate e DeepL são úteis para rascunho, mas cometem erros frequentes:
- Construções não-naturais
- Preposições erradas
- Phrasal verbs incorretos
- Perda de nuances
Se você usar tradução automática, revise profundamente depois ou contrate revisão profissional. Nunca submeta artigo traduzido automaticamente sem revisão.
Quais são os periódicos mais fáceis para publicar artigo científico em inglês?
Isso depende da sua área, mas em geral:
- Periódicos abertos (open access) têm menos rejeição que periódicos tradicionais
- Periódicos regionais (focados em América Latina) têm menos rigor que periódicos top-tier
- Periódicos emergentes aceitam mais artigos que periódicos estabelecidos
Dica: Use plataformas como Scielo, Google Acadêmico e Scimago Journal Rank para encontrar periódicos na sua área com taxa de aceitação razoável.
Como evitar que meu artigo seja rejeitado por problemas de idioma?
Siga estes passos:
- Escreva com clareza: Sentenças curtas, estrutura lógica
- Use template IMRAD: Estrutura correta é 80% do trabalho
- Revise idioma: Use Grammarly, peça para falante nativo revisar
- Leia em voz alta: Detecta erros que leitura silenciosa não pega
- Contrate revisão profissional: Se possível, vale o investimento
Lembre-se: periódicos rejeitam por idioma o tempo todo. Não é vergonha, é comum. Mas é evitável com revisão cuidadosa.
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Conclusão
Escrever um artigo científico em inglês pronto para publicação internacional não é mágica. É estrutura, prática e validação.
Você agora sabe:
✅ Por que inglês é essencial para carreira acadêmica ✅ A estrutura IMRAD que funciona em quase 100% dos periódicos ✅ Passo a passo de cada seção com exemplos reais em português E inglês ✅ Os erros mais comuns que levam à rejeição (e como evitá-los) ✅ Se deve traduzir ou escrever direto em inglês ✅ Um checklist prático para revisar antes de submeter
O próximo passo é colocar isso em prática. Comece com a seção que você acha mais desafiadora (geralmente Abstract ou Discussion) e trabalhe de forma estruturada.
Se você quer validar seu artigo antes de submeter e garantir que a estrutura IMRAD está correta, nossa equipe oferece orientação especializada em escrita acadêmica internacional, revisão de coerência em inglês, suporte em submissão e validação de estrutura. Agende uma consulta gratuita para entender como podemos ajudar.
Bom artigo! 🚀
Fontes Oficiais e Leituras Relacionadas
Para calibrar o registro do texto, nada substitui ler artigos já aceitos na sua área. O PubMed é a base mais direta para as áreas de saúde e ciências da vida, e a SciELO reúne periódicos brasileiros com versão em inglês, o que permite comparar o mesmo conteúdo nos dois idiomas. Quando o periódico exigir normas americanas de citação, a referência é o APA Style.
Leituras que combinam: o que é um artigo científico em inglês, como usar o Portal de Periódicos da CAPES e TCC em inglês, quando a exigência do idioma vem do próprio curso.
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Escrito por Deivid Silva Santos
Fundador da TCC Solutions Group
Fundador da TCC Solutions Group, empresa de orientação acadêmica de Londrina (PR) com nota 5,0 e mais de 150 avaliações no Google. Acompanha alunos de todo o Brasil na estruturação de projetos de extensão, relatórios de estágio e trabalhos de conclusão.
O que dizem os estudantes que já passaram por aqui.
Super indico, já fiz três projetos para a faculdade, e tanto o David quanto a Amanda foram super atenciosos. Tive 100% de aprovação nos trabalhos.
Ótimo atendimento, entrega no prazo, me orientou em todas as dúvidas. Tirei nota máxima no projeto e entreguei também as horas complementares.
Tive uma excelente experiência com a TCC Solutions Group, que realizou meu projeto de extensão. Desde o início, demonstraram profissionalismo, comprometimento e domínio técnico em todas as etapas.
Minha experiência foi ótima, nada a reclamar dos atendimentos e muito menos dos trabalhos. Meu último trabalho foi um portfólio do curso Ciências Contábeis e foi excelente.
Fiquei muito satisfeita com o serviço! A empresa foi super comprometida, entregou tudo na data certinha e com muita qualidade. Tirei nota máxima. Recomendo!


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