Como Fazer um Artigo Científico ABNT: Guia Completo com Exemplos e Checklist [2026]

Ilustração mostrando a estrutura completa de um artigo científico com as 8 seções (título, resumo, introdução, metodologia, resultados, discussão, conclusão, referências) em um fluxo visual, com ícones representando cada etapa e elementos ABNT destacados (margens, fonte, espaçamento)

Você está escrevendo um artigo científico e sente aquele frio na espinha ao pensar em formatação ABNT? Ou talvez já tenha o conteúdo pronto, mas fica na dúvida se a estrutura está correta e se será aceita na primeira submissão?

Essa é uma das maiores dores de estudantes de pós-graduação e pesquisadores. A incerteza sobre como estruturar logicamente o artigo, combinada com o medo de cometer erros de formatação que causem rejeição, paralisa muita gente.

A boa notícia? Estruturar e formatar um artigo científico segundo as normas ABNT é totalmente aprendível. Não é mágica, é método. E é exatamente isso que você vai dominar neste guia.

Aqui você vai aprender:
O que é um artigo científico e por que é diferente de um TCC ou monografia
Estrutura completa seção por seção, com propósito, conteúdo e exemplos práticos
Normas ABNT específicas para margens, fonte, espaçamento e numeração
Exemplos reais de como cada seção deve ficar formatada
Erros comuns que causam rejeição e como evitá-los
Checklist visual que você usa antes de submeter seu artigo

Ao final, você entenderá não apenas como formatar, mas como estruturar seu pensamento científico de forma que sua pesquisa seja clara, rigorosa e aprovada na primeira tentativa.

Vamos começar?


O que é um Artigo Científico e Por Que Seguir as Normas ABNT

Um artigo científico é um texto acadêmico conciso (geralmente entre 8 e 15 páginas) que apresenta uma pesquisa original, revisão de literatura ou análise crítica de forma estruturada e rigorosa. Diferente de um TCC ou monografia, o artigo é mais focado, mais enxuto e pronto para ser publicado em periódicos científicos ou apresentado em eventos acadêmicos.

Enquanto um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) é um documento extenso que encerra sua formação em graduação, e uma monografia é um trabalho aprofundado sobre um tema específico (comum em pós-graduação), o artigo científico é a unidade mínima de comunicação científica — é o formato que pesquisadores usam para compartilhar descobertas com a comunidade acadêmica.

Por que isso importa? Porque cada formato tem estrutura e normas específicas. Um artigo científico não segue as mesmas regras de um TCC. E é aí que entram as normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

As normas ABNT padronizam:
Formatação visual (margens, fonte, espaçamento)
Estrutura lógica (seções obrigatórias e sua ordem)
Citações e referências (como creditar fontes)
Apresentação de tabelas e figuras (como inserir dados visuais)

Seguir as normas ABNT não é burocracia vazia. É credibilidade. Quando você submete um artigo a um periódico ou evento científico, editores e revisores avaliam primeiro se você segue as normas. Um artigo mal formatado, mesmo com conteúdo excelente, pode ser rejeitado automaticamente. As normas garantem que sua pesquisa seja levada a sério.


Estrutura Completa de um Artigo Científico: Seção por Seção

A estrutura de um artigo científico segue uma lógica clara: você começa apresentando o problema, explica como investigou, mostra o que encontrou, interpreta os resultados e conclui. Cada seção tem um propósito específico.

Título e Autoria

O título é a porta de entrada do seu artigo. Ele deve ser:
Claro e conciso (máximo 15 palavras)
Descritivo (reflete exatamente o tema central)
Sem jargão excessivo (legível para pesquisadores da área)

Exemplo de título bem estruturado:
“Impacto da Inteligência Artificial na Educação Superior: Uma Revisão Sistemática”

Abaixo do título, você coloca:
Nome completo do(s) autor(es)
Instituição de afiliação (universidade, departamento)
Email de contato

Tudo deve estar centralizado, em fonte 12, negrito para o título.

Resumo (Abstract)

O resumo é a síntese do seu artigo. Muitos pesquisadores leem apenas o resumo para decidir se vão ler o artigo completo. Por isso, ele precisa ser impactante e completo.

Características do resumo:
150 a 250 palavras (verifique as normas da revista/evento)
Estrutura: Objetivo → Metodologia → Resultados principais → Conclusão
Sem citações (geralmente)
Seguido de 3 a 5 palavras-chave (separadas por ponto)

Exemplo de resumo bem estruturado:

“Este artigo apresenta uma revisão sistemática sobre o impacto da inteligência artificial (IA) na educação superior. O objetivo foi identificar como ferramentas de IA estão transformando processos de ensino-aprendizagem em universidades. A metodologia incluiu busca em bases de dados (Scielo, Google Acadêmico) entre 2020 e 2026, selecionando 45 artigos.

Os resultados indicam que IA melhora personalização do aprendizado, reduz carga administrativa de professores e aumenta engajamento estudantil. Conclui-se que a integração de IA na educação superior é tendência irreversível, exigindo políticas institucionais claras e formação docente contínua. Palavras-chave: Inteligência Artificial. Educação Superior. Tecnologia Educacional. Aprendizado Personalizado.”

Introdução

A introdução é onde você “vende” o problema. Ela responde: “Por que esse tema importa? Qual é a lacuna de conhecimento que minha pesquisa preenche?”

Estrutura típica da introdução:
1. Contexto geral (o tema em perspectiva ampla)
2. Problema específico (o que ainda não sabemos)
3. Lacuna de conhecimento (o que falta ser investigado)
4. Justificativa (por que sua pesquisa é relevante)
5. Objetivo (o que você vai fazer)

Exemplo de introdução bem estruturada:

“A educação superior passa por transformação digital acelerada. Universidades investem em tecnologias para melhorar qualidade de ensino e reduzir custos operacionais. Neste contexto, a inteligência artificial (IA) emerge como ferramenta promissora, capaz de personalizar experiências de aprendizado, automatizar processos administrativos e apoiar decisões pedagógicas baseadas em dados.

Porém, enquanto estudos internacionais documentam amplamente impactos positivos de IA em educação, há lacuna significativa de pesquisas sobre realidade brasileira. Como instituições brasileiras estão integrando IA? Quais são os desafios específicos? Este artigo responde essas perguntas através de revisão sistemática de literatura publicada entre 2020 e 2026. Nosso objetivo é mapear o estado da arte sobre IA na educação superior brasileira, identificando oportunidades e limitações para implementação. Essa análise é relevante para gestores universitários, professores e formuladores de políticas educacionais.”

Metodologia

A metodologia descreve como você fez a pesquisa. Ela deve ser tão clara que outro pesquisador consiga replicar seu trabalho.

O que deve conter:
Tipo de pesquisa (qualitativa, quantitativa, mista; revisão sistemática, estudo de caso, etc.)
Amostra ou participantes (quantos? quem? como foram selecionados?)
Procedimentos (passo a passo do que você fez)
Instrumentos (questionários, entrevistas, análise de documentos?)
Análise de dados (como você processou os dados coletados?)

Exemplo de metodologia clara:

“Esta pesquisa é uma revisão sistemática de literatura. A busca foi realizada em três bases de dados: Scielo, Google Acadêmico e ERIC (Education Resources Information Center), usando descritores: ‘inteligência artificial AND educação superior’ e ‘IA AND ensino universitário’. Critérios de inclusão: artigos publicados entre 2020 e 2026, em português ou inglês, que abordem aplicações de IA em contexto de educação superior.

Critérios de exclusão: artigos sobre IA em educação básica, estudos duplicados e artigos sem acesso ao texto completo. Foram identificados 156 artigos inicialmente; após leitura de títulos e resumos, 45 foram selecionados para leitura completa. Cada artigo foi analisado quanto a: tipo de IA utilizada, contexto institucional, resultados reportados e limitações. Os dados foram sintetizados em tabela comparativa e analisados tematicamente.”

Resultados

Os resultados apresentam o que você encontrou, sem interpretação. Aqui você usa tabelas, gráficos e figuras para comunicar dados de forma clara.

Características:
Sem interpretação (apenas apresentação de dados)
Tabelas e figuras bem formatadas (com título, legenda e fonte)
Referência no texto (você menciona cada tabela/figura no corpo do texto)
Dados específicos (números, percentuais, citações diretas de estudos)

Exemplo de resultados com tabela:

“Dos 45 artigos analisados, 28 (62%) focavam em ferramentas de IA para personalização de aprendizado, 12 (27%) em automação administrativa e 5 (11%) em avaliação de desempenho estudantil. A distribuição por país está apresentada na Tabela 1.”

Tabela formatada em ABNT mostrando distribuição de artigos por país, com título acima, dados organizados em linhas e colunas, e fonte abaixo
País Número de Artigos Percentual
Brasil 12 26,7%
Estados Unidos 18 40,0%
Portugal 8 17,8%
Outros 7 15,5%
Total 45 100%

Fonte: Elaborado pelo autor (2026)

Discussão

A discussão é onde você interpreta os resultados. Você compara seus achados com o que outros pesquisadores encontraram, aponta limitações e sugere implicações.

Estrutura típica:
1. Resumo dos principais achados
2. Comparação com literatura existente (concordâncias e divergências)
3. Explicação de achados inesperados (por que isso aconteceu?)
4. Limitações da pesquisa (o que você não conseguiu investigar?)
5. Implicações práticas (o que isso significa para a prática?)

Exemplo de discussão bem estruturada:

“Os resultados indicam que ferramentas de IA para personalização de aprendizado dominam a literatura recente, representando 62% dos artigos analisados. Isso alinha-se com tendência global documentada por Smith et al. (2025), que apontam IA como solução para heterogeneidade de estilos de aprendizado em turmas grandes. Porém, nossos dados revelam que apenas 35% dos estudos reportam validação empírica de impacto em desempenho estudantil — uma limitação importante.

Estudos futuros precisam de desenhos experimentais mais rigorosos. Uma limitação desta revisão é a restrição a artigos em português e inglês, o que pode ter excluído pesquisas relevantes de outras regiões. Apesar disso, os achados sugerem que universidades brasileiras devem investir em formação docente para uso efetivo de ferramentas de IA, não apenas em aquisição de tecnologia.”

 

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Conclusão

A conclusão sintetiza seus achados e responde à pergunta de pesquisa. Ela deve ser concisa e não introduzir dados novos.

O que incluir:
Síntese dos principais achados
Resposta à pergunta de pesquisa
Contribuição para o campo
Sugestões para pesquisas futuras

Exemplo de conclusão bem estruturada:

“Este artigo mapeou o estado da arte sobre inteligência artificial na educação superior brasileira entre 2020 e 2026. Os achados indicam crescimento significativo de pesquisas sobre IA em contexto educacional, com foco predominante em personalização de aprendizado.

A integração de IA em universidades é tendência irreversível, mas exige políticas institucionais claras, formação docente contínua e pesquisas com desenhos experimentais mais rigorosos. Recomenda-se que futuras investigações explorem impacto de IA em equidade educacional e em contextos de educação a distância.”

Referências

As referências listam todas as fontes que você citou no artigo, em ordem alfabética, formatadas segundo as normas ABNT.

Formato ABNT para diferentes tipos de fonte:

Livro:
SOBRENOME, Nome. Título do livro. Edição. Cidade: Editora, Ano.

Artigo em periódico:
SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome da Revista, Cidade, v. X, n. X, p. XX-XX, Ano.

Artigo em site:
SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Disponível em: https://www.exemplo.com. Acesso em: dia mês ano.

Exemplo de referências formatadas em ABNT:

SMITH, John; JOHNSON, Mary. Artificial intelligence in higher education: a systematic review. Journal of Educational Technology, New York, v. 15, n. 3, p. 245-267, 2025.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes para integração de tecnologia em universidades. Disponível em: https://www.mec.gov.br. Acesso em: 15 jan. 2026.

OLIVEIRA, Carlos. Educação e inovação tecnológica. 2. ed. São Paulo: Editora USP, 2024.


Formatação ABNT para Artigos Científicos: Margens, Fonte, Espaçamento

Agora que você entende a estrutura lógica, vamos aos detalhes técnicos. A formatação ABNT não é opcional — é obrigatória para submissão em periódicos e eventos científicos.

Margens e Espaçamento

As margens definem o “respiro” do seu documento. Segundo ABNT, as margens devem ser:

O espaçamento entre linhas deve ser:
1,5 no corpo do texto (parágrafos, seções)
Simples em citações longas (citações com mais de 3 linhas, recuadas 4 cm)
Simples em referências

Como configurar no Word/Google Docs:

  1. Abra seu documento
  2. Vá em Arquivo > Configurar página (Word) ou Arquivo > Configuração de página (Google Docs)
  3. Na aba Margens, insira: Superior 3cm, Inferior 2cm, Esquerda 3cm, Direita 2cm
  4. Na aba Espaçamento, selecione 1,5 linhas

Fonte e Tamanho

A fonte deve ser profissional e legível. As opções aceitas em ABNT são:

Tamanho:
12 pt no corpo do texto
10 pt em citações longas (recuadas)
10 pt em notas de rodapé

Negrito e itálico:
– Use negrito para títulos de seções (H1, H2, H3)
– Use itálico para títulos de livros, periódicos e palavras em língua estrangeira

Quer saber mais como formatar um TCC na ABNT? Veja esse guia completo: Formatação ABNT no Word 2026: Tutorial Visual Completo

Screenshot mostrando documento formatado em ABNT com margens corretas, fonte Times New Roman 12pt, espaçamento 1,5, e exemplos de negrito em títulos e itálico em nomes de periódicos

Numeração de Páginas e Cabeçalhos

A numeração de páginas deve aparecer no canto superior direito, começando na primeira página.

Como configurar no Word:
1. Vá em Inserir > Número de Página
2. Escolha Canto Superior Direito
3. Clique em Número de Página > Posição > Canto Superior Direito

Cabeçalhos (opcional, mas recomendado):
Se você usar cabeçalhos, eles devem conter:
Sobrenome do autor (lado esquerdo)
Título abreviado do artigo (lado direito)

Exemplo: “Silva | Inteligência Artificial na Educação”


Exemplos Práticos: Como Cada Seção Deve Ficar Formatada

Teoria é importante, mas nada substitui ver na prática. Aqui estão exemplos realistas de como cada seção deve ficar.

Exemplo de Introdução Bem Estruturada

Título do Artigo

Autor(es)

Instituição


Introdução

A transformação digital é realidade incontornável nas instituições de educação superior. Universidades brasileiras investem bilhões em infraestrutura tecnológica, buscando melhorar qualidade de ensino, reduzir custos operacionais e aumentar competitividade global. Neste cenário, a inteligência artificial (IA) emerge como ferramenta transformadora, capaz de personalizar experiências de aprendizado, automatizar processos administrativos e apoiar decisões pedagógicas baseadas em dados.

Porém, enquanto literatura internacional documenta amplamente impactos positivos de IA em educação (SMITH, 2025; JOHNSON; WILLIAMS, 2024), há lacuna significativa de pesquisas sobre realidade brasileira. Como instituições brasileiras estão integrando IA? Quais são os desafios específicos do contexto nacional? Essas perguntas permanecem largamente sem resposta.

Este artigo busca preencher essa lacuna através de revisão sistemática de literatura publicada entre 2020 e 2026. Nosso objetivo é mapear o estado da arte sobre inteligência artificial na educação superior brasileira, identificando tendências, oportunidades e limitações para implementação. Essa análise é relevante para gestores universitários, professores, pesquisadores e formuladores de políticas educacionais que buscam compreender como integrar IA de forma ética, efetiva e alinhada com realidades institucionais brasileiras.


O que torna esse exemplo bom:
– Começa com contexto amplo (transformação digital)
– Progressivamente estreita para problema específico (lacuna de pesquisa brasileira)
– Justifica por que o tema importa
– Deixa claro o objetivo da pesquisa
– Usa citações para credibilidade
– Linguagem clara e acessível

Exemplo de Metodologia Clara

Metodologia

Esta pesquisa é uma revisão sistemática de literatura, seguindo diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). A busca foi realizada em três bases de dados: Scielo, Google Acadêmico e ERIC (Education Resources Information Center), utilizando os seguintes descritores: “inteligência artificial AND educação superior”, “IA AND ensino universitário” e “machine learning AND universidades brasileiras”.

Os critérios de inclusão foram: (1) artigos publicados entre janeiro de 2020 e dezembro de 2026; (2) idioma português ou inglês; (3) abordagem de aplicações de IA em contexto de educação superior; (4) acesso ao texto completo. Foram excluídos: artigos sobre IA em educação básica, estudos duplicados, resenhas e opinião de especialistas sem dados empíricos.

A busca inicial retornou 156 artigos. Após leitura de títulos e resumos, 67 foram pré-selecionados. Na sequência, dois pesquisadores independentes realizaram leitura completa dos 67 artigos, aplicando critérios de inclusão/exclusão. Discordâncias foram resolvidas por consenso com terceiro pesquisador. Resultado final: 45 artigos incluídos na análise.

Cada artigo foi analisado quanto aos seguintes aspectos: (1) tipo de IA utilizada (machine learning, processamento de linguagem natural, sistemas de recomendação, etc.); (2) contexto institucional (universidade pública/privada, país, área de conhecimento); (3) resultados reportados (impactos em aprendizado, engajamento, eficiência administrativa); (4) limitações e recomendações dos autores. Os dados foram sintetizados em tabela comparativa e analisados tematicamente, identificando padrões, convergências e divergências entre estudos.


O que torna esse exemplo bom:
– Deixa claro o tipo de pesquisa (revisão sistemática)
– Especifica bases de dados e descritores usados
– Detalha critérios de inclusão e exclusão
– Explica processo de seleção passo a passo
– Menciona número de artigos em cada etapa
– Descreve como dados foram analisados
– Permite que outro pesquisador replique o estudo

Exemplo de Resultados com Tabelas e Figuras

Resultados

A análise dos 45 artigos selecionados revelou distribuição heterogênea quanto ao tipo de aplicação de IA. A Tabela 1 apresenta essa distribuição.

Tabela formatada em ABNT mostrando tipos de aplicação de IA em educação superior, com colunas para tipo de IA, número de artigos, percentual, e exemplos de aplicação
Tipo de Aplicação Número de Artigos Percentual Exemplos
Personalização de aprendizado 28 62,2% Sistemas adaptativos, recomendação de conteúdo
Automação administrativa 12 26,7% Chatbots, processamento de documentos
Avaliação de desempenho 5 11,1% Análise automática de redações, detecção de plágio
Total 45 100%

Fonte: Elaborado pelo autor (2026)

Quanto à distribuição geográfica, observou-se concentração em países desenvolvidos. Estados Unidos liderou com 18 artigos (40%), seguido por Brasil com 12 artigos (26,7%), Portugal com 8 artigos (17,8%) e outros países com 7 artigos (15,5%). Essa distribuição reflete diferenças em investimento em pesquisa e acesso a tecnologias de IA entre regiões.

Relativamente aos resultados reportados, 32 artigos (71,1%) documentaram impactos positivos de IA em personalização de aprendizado, com melhoria média de 15-25% em engajamento estudantil. Porém, apenas 15 artigos (33,3%) apresentaram validação experimental rigorosa desses impactos. Essa disparidade sugere necessidade de pesquisas com desenhos mais robustos.


O que torna esse exemplo bom:
– Tabela bem formatada com título, dados e fonte
– Texto menciona a tabela antes de apresentá-la
– Dados específicos (números, percentuais)
– Interpretação dos dados (o que eles significam)
– Sem julgamento — apenas apresentação de achados


Erros Comuns em Artigos Científicos e Como Evitá-los

Mesmo com boas intenções, muitos pesquisadores cometem erros que causam rejeição. Aqui estão os mais frequentes.

Erros de Estrutura Lógica

Erro 1: Introdução muito longa
Problema: Introdução ocupa 30-40% do artigo, deixando pouco espaço para resultados e discussão
Como evitar: Siga proporção: Introdução 10-15%, Metodologia 15-20%, Resultados 30-40%, Discussão 30-40%, Conclusão 5-10%

Erro 2: Resultados sem discussão
Problema: Você apresenta dados, mas não interpreta o que significam
Como evitar: Sempre dedique espaço para comparar seus achados com literatura, apontar limitações e sugerir implicações

Erro 3: Conclusão que introduz dados novos
Problema: Você apresenta achados na conclusão que não foram mencionados antes
Como evitar: Conclusão deve sintetizar, não introduzir. Todos os dados devem estar em Resultados

Erros de Formatação ABNT

Erro 1: Margens inconsistentes
Problema: Margens variam ao longo do documento
Como evitar: Configure margens uma única vez no início e mantenha consistência. Use estilos do Word/Google Docs

Erro 2: Fonte inconsistente
Problema: Mistura Times New Roman com Arial, ou tamanhos 11 e 12
Como evitar: Escolha uma fonte (recomendo Times New Roman 12) e mantenha em todo o documento

Erro 3: Espaçamento irregular
Problema: Alguns parágrafos com espaçamento 1,5, outros com simples ou duplo
Como evitar: Selecione todo o texto (Ctrl+A) e aplique espaçamento 1,5 uma única vez

Erro 4: Numeração de páginas começando na capa
Problema: Página 1 é a capa, página 2 é a introdução
Como evitar: Numeração deve começar na primeira página do artigo (geralmente introdução)

Erros de Citação e Referências

Erro 1: Citações sem fonte no texto
Problema: Você menciona um dado, mas não cita a fonte
Como evitar: Toda informação que não é de conhecimento geral deve ter citação. Exemplo: “Segundo Smith (2025), IA melhora engajamento em 20%”

Erro 2: Referências incompletas
Problema: Faltam informações na referência (autor, ano, página)
Como evitar: Use ferramenta de citação (Mendeley, Zotero, Google Scholar) ou revise manualmente cada referência contra o original

Erro 3: Referências fora de ordem alfabética
Problema: Referências não estão em ordem A-Z
Como evitar: Ordene alfabeticamente por sobrenome do primeiro autor. Ferramentas como Mendeley fazem isso automaticamente

Erro 4: Mistura de normas de citação
Problema: Você usa ABNT em algumas citações e Harvard em outras
Como evitar: Escolha uma norma (ABNT) e mantenha consistência em todo o artigo

Infográfico mostrando lado a lado exemplos de erros comuns (margens incorretas, fonte inconsistente, citações sem fonte) vs. versões corrigidas

Checklist Final: Verifique Antes de Submeter seu Artigo

Antes de clicar em “enviar”, use este checklist. Ele cobre os 4 pilares de um artigo científico impecável.

Estrutura

Formatação ABNT

Citações e Referências

Qualidade Acadêmica


FAQ: Dúvidas Frequentes sobre Artigos Científicos ABNT

1. Como fazer um artigo científico seguindo as normas ABNT?

Siga esta sequência: (1) Escolha um tema e defina pergunta de pesquisa; (2) Estruture o artigo em 8 seções (título, resumo, introdução, metodologia, resultados, discussão, conclusão, referências); (3) Escreva cada seção com clareza e rigor; (4) Formate segundo ABNT (margens 3cm/2cm, fonte 12, espaçamento 1,5); (5) Cite todas as fontes em ABNT; (6) Revise antes de submeter usando o checklist acima.

2. Qual é a diferença entre artigo científico ABNT, Harvard e APA?

As três são normas de citação e formatação. ABNT é padrão no Brasil, usa formato autor-data (SILVA, 2025) e referências em ordem alfabética. Harvard é similar à ABNT, muito usada em universidades britânicas. APA (American Psychological Association) é padrão nos EUA, usa formato (Silva, 2025) e é mais detalhada em formatação de referências. Para artigos em português, use ABNT. Verifique as normas específicas da revista/evento onde você vai submeter.

3. Quantas páginas deve ter um artigo científico?

Geralmente 8 a 15 páginas, dependendo da revista ou evento. Verifique as normas específicas da publicação onde você vai submeter. Alguns periódicos aceitam artigos menores (6-8 páginas) ou maiores (até 20 páginas). A qualidade importa mais que a quantidade — um artigo de 10 páginas bem estruturado é melhor que um de 15 confuso.

4. Como citar corretamente um artigo científico em ABNT?

No texto: (SOBRENOME, ANO) ou Sobrenome (ANO). Exemplo: “Segundo Silva (2025), IA transforma educação” ou “IA transforma educação (SILVA, 2025)”.

Na referência: SILVA, João. Título do artigo. Nome da Revista, Cidade, v. X, n. X, p. XX-XX, Ano. Exemplo: SILVA, João. Inteligência artificial na educação. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, v. 15, n. 3, p. 245-267, 2025.

5. Qual é a estrutura correta de um artigo científico ABNT?

  1. Título (claro, conciso, descritivo)
  2. Autoria (nome, instituição, email)
  3. Resumo (150-250 palavras + palavras-chave)
  4. Introdução (contexto, problema, lacuna, objetivo)
  5. Metodologia (tipo de pesquisa, amostra, procedimentos)
  6. Resultados (dados sem interpretação)
  7. Discussão (interpretação, comparação com literatura, limitações)
  8. Conclusão (síntese, resposta à pergunta de pesquisa)
  9. Referências (fontes em ordem alfabética)

6. Como formatar corretamente um artigo científico em ABNT?


Conclusão

Você chegou ao final deste guia e agora domina:

O que é um artigo científico e por que é diferente de TCC/monografia
Estrutura completa com 8 seções, propósito de cada uma e exemplos práticos
Normas ABNT específicas para margens, fonte, espaçamento e citação
Exemplos reais de introdução, metodologia e resultados bem estruturados
Erros comuns que causam rejeição e como evitá-los
Checklist visual para verificar antes de submeter

Mas aqui está a verdade que muitos não querem ouvir: formatação é apenas metade da batalha. A outra metade é estrutura lógica e rigor metodológico. Um artigo bem formatado, mas com argumentação fraca ou metodologia confusa, será rejeitado. Um artigo com conteúdo excelente, mas com erros de formatação ABNT, também será rejeitado.

É por isso que revisão profissional não é luxo — é investimento. Uma revisão especializada não apenas corrige formatação; ela valida estrutura lógica, clareza argumentativa, rigor metodológico e conformidade com normas ABNT. Isso aumenta significativamente chances de aprovação na primeira tentativa.

Se você quer garantir que seu artigo científico está impecável em estrutura, formatação e rigor, nossa equipe de especialistas oferece revisão profissional e orientação metodológica integradas. Agende uma consulta gratuita e descubra como podemos ajudar seu artigo a ser aprovado na primeira tentativa.


Referências

BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6022: Informação e documentação — Artigo em publicação periódica científica impressa — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes para pesquisa e publicação científica. Disponível em: https://www.gov.br/mec. Acesso em: 15 jan. 2026.

JOHNSON, Mary; WILLIAMS, Robert. Artificial intelligence in higher education: trends and challenges. Journal of Educational Technology & Society, v. 28, n. 2, p. 112-128, 2025.

SMITH, John. The future of AI-powered learning systems. International Review of Education, v. 71, n. 4, p. 445-462, 2025.

SCIELO. Critérios para publicação de artigos científicos. Disponível em: https://www.scielo.org.br. Acesso em: 10 jan. 2026.

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