Aluna pesquisando Como Fazer um Projeto de Extensão
Planejar o projeto de extensão antes de escrever economiza semanas de retrabalho.

Atualizado em 28/07/2026 · 16 min de leitura

Como fazer um projeto de extensão deixa de ser um problema no momento em que você percebe que o trabalho tem seis etapas bem definidas e que nenhuma delas depende de inspiração. A maior parte dos alunos trava porque tenta escrever o documento antes de escolher o tema e a comunidade, e aí o texto não sai porque não existe nada concreto para descrever. Este guia mostra a sequência prática, do primeiro rascunho até o relatório com evidências. Se o que você precisa ainda é entender o conceito e a base legal, vale começar pelo nosso guia sobre o que é um projeto de extensão e depois voltar para cá.

Antes de entender Como Fazer um Projeto de Extensão: o que a faculdade realmente avalia

Existe um mal-entendido que atrapalha muita gente. O aluno acha que está sendo avaliado pela beleza do texto, quando na verdade a banca ou o professor tutor procura três coisas: se houve contato real com alguém fora da universidade, se aquilo que você fez tem relação com o seu curso, e se existe prova disso. Um projeto lindamente escrito sobre uma ação que não aconteceu é reprovado. Uma ação simples, bem registrada e bem amarrada ao conteúdo do curso passa sem discussão.

Essa exigência não é invenção da sua instituição. A Resolução CNE/CES nº 7, de 18 de dezembro de 2018, define a extensão como uma atividade que promove interação transformadora entre a instituição de ensino e os outros setores da sociedade. A palavra que importa ali é interação. Sem alguém do lado de fora, não existe extensão, existe só um trabalho teórico com outro nome. A mesma resolução estabelece que essas atividades devem ocupar no mínimo 10% da carga horária total do curso de graduação, o que explica por que elas apareceram de repente em tantas grades e por que a faculdade cobra tanto.

Vale conferir no seu ambiente virtual qual é o formato exigido no seu caso, porque as instituições implementaram a norma de maneiras diferentes. Umas pedem um documento único em Word. Outras trabalham com portfólio individual. Algumas montaram trilhas dentro da própria plataforma, com campos que só liberam a etapa seguinte depois que a anterior está completa. O passo a passo abaixo funciona nos três casos, o que muda é onde você deposita o resultado.

Seis etapas do projeto de extensão em sequência
As seis etapas do projeto de extensão, na ordem em que devem acontecer.

Passo 1: escolha um tema que caiba na sua rotina

O erro clássico da primeira etapa é escolher pela ambição, não pela viabilidade. Alunos escolhem temas como saúde mental na periferia ou inclusão digital de idosos e depois descobrem que não têm acesso a nenhum grupo de idosos nem autorização para entrar em unidade de saúde. Duas semanas depois estão trocando o tema do zero, com o prazo já pela metade.

O filtro que funciona tem três perguntas. A primeira: existe alguém que eu já conheço e que se encaixa nesse público? Pode ser o comércio do seu bairro, a igreja que sua família frequenta, a escola onde seu filho estuda, o grupo de mães do condomínio, os colegas do seu trabalho. A segunda: consigo executar isso em uma ou duas visitas presenciais?

Projeto que exige acompanhamento de três meses vira problema quando o semestre tem seis semanas restantes. A terceira: o que eu vou fazer tem cara do meu curso? Um estudante de Administração dando aula de reciclagem para crianças fez algo bonito e provavelmente vai perder ponto, porque não conectou com a área. Esse mesmo aluno orientando os donos de três pequenos comércios sobre controle de fluxo de caixa está exatamente onde deveria.

Se estiver difícil aterrissar em algo, nossa lista de temas para projeto de extensão separados por curso costuma resolver em poucos minutos, porque cada sugestão já vem com o público sugerido e o tipo de ação.

Prancheta com formulário e lupa ao lado de figuras representando a comunidade
O diagnóstico é a conversa que revela o problema real na visão da comunidade.

Passo 2: defina a comunidade e faça o diagnóstico

Comunidade, no vocabulário da extensão, não significa bairro carente. Significa o grupo específico de pessoas que vai receber a sua ação. Cinco microempreendedores de uma rua comercial são uma comunidade. Vinte alunos do sexto ano de uma escola municipal são uma comunidade. Os oito funcionários de uma oficina mecânica também são. Quanto mais estreita a definição, mais fácil escrever tudo o que vem depois.

O diagnóstico é a etapa que quase todo mundo pula e que dá o tom do trabalho inteiro. Ele responde a uma pergunta simples: qual é o problema real dessas pessoas, na visão delas, não na sua? Você levanta isso conversando. Uma visita, um roteiro de seis a oito perguntas, meia hora de conversa. Anote as respostas na hora, com as palavras que a pessoa usou. Aquela frase que o dono da mercearia soltou sobre não saber quanto sobra no fim do mês vale mais no relatório do que três parágrafos teóricos sobre gestão financeira.

Registre nessa visita: quantas pessoas participaram, o que elas relataram, o que você observou por conta própria e qual necessidade ficou mais evidente. Esse material vira a seção de situação-problema do documento, e vira quase pronto.

Passo 3: escreva o objetivo geral e os específicos

Objetivo é onde o texto costuma ficar vago e a nota cai. A regra prática: o objetivo geral tem um verbo no infinitivo, diz o que será feito, para quem e com que finalidade, e cabe em uma frase. Os objetivos específicos são de três a cinco e descrevem as ações que, somadas, entregam o geral. Cada um também começa com verbo no infinitivo.

Repare que os objetivos bons já dizem quantas pessoas, onde e o quê. Isso não é rigidez acadêmica gratuita: é o que permite você provar depois que cumpriu o que prometeu. Objetivo que não pode ser verificado é objetivo que a banca não tem como aprovar.

Passo 4: monte o plano de trabalho e o cronograma

O plano de trabalho é a tradução dos objetivos específicos em tarefas com data. Não precisa ser sofisticado, precisa ser honesto. Um quadro de cinco linhas resolve, e ele ainda serve de roteiro para você não se perder durante a execução.

Cronograma em barras horizontais representando as etapas do projeto
Um cronograma simples em barras já resolve o planejamento das seis semanas.
EtapaO que fazerQuem participaPrazo
DiagnósticoVisita e conversa com roteiro de perguntasEstudante e participantesSemana 1
PreparaçãoMontar o material de apoio da açãoEstudanteSemana 2
AçãoEncontro presencial de orientaçãoEstudante e participantesSemana 3
AcompanhamentoRetorno para ajustar o que não funcionouEstudante e participantesSemana 4
RegistroOrganizar evidências e escrever o relatórioEstudanteSemanas 5 e 6

Duas observações sobre prazo. Primeira: coloque folga. Comércio fecha, escola entra em recesso, a pessoa que topou participar cancela na véspera. Se o seu cronograma não tem uma semana sobrando, qualquer imprevisto vira atraso na entrega. Segunda: o cronograma que você escreve no plano precisa bater com as datas que aparecem nas fotos e nas listas de presença. Documento dizendo que a ação foi em maio e foto com carimbo de junho é o tipo de detalhe que o avaliador nota.

Fotografias e lista de presença representando as evidências da ação
Sem registro, a ação executada não pode ser comprovada na avaliação.

Passo 5: execute a ação e colete as evidências

Aqui está o ponto em que a maioria dos projetos se perde, e a razão é banal: o aluno executa tudo direitinho e esquece de registrar. Volta para casa com a ação feita e nenhuma prova, o que na prática equivale a não ter feito.

Antes de sair de casa, monte um kit mínimo. Uma lista de presença impressa com espaço para nome e assinatura. Um termo curto de autorização de uso de imagem, porque foto de pessoa sem consentimento não deveria ir para lugar nenhum. O celular com bateria. E um bloco para anotar frases dos participantes durante a conversa.

Se a sua instituição usa plataforma com trilha, confira ainda no local se ela pede geolocalização ou upload imediato. Algumas exigem que a foto seja enviada pelo aplicativo no momento da ação e recusam arquivo transferido depois. Descobrir isso em casa, três dias depois, custa uma nova visita.

Passo 6: escreva o relatório final

Chegando aqui com as etapas anteriores feitas, a escrita é a parte rápida. Você não vai criar nada, vai transcrever o que já existe nas suas anotações. A estrutura mais comum pede identificação, situação-problema, objetivos, metodologia, descrição da ação, resultados, percepção do estudante e evidências em anexo.

Duas seções concentram a nota. A descrição da ação precisa ser narrada em detalhe: dia, horário, local, quantas pessoas apareceram, o que foi dito, como reagiram, o que deu errado. Sim, o que deu errado também. Relatório em que tudo correu perfeitamente soa falso e o avaliador percebe. A outra seção é a percepção, onde você conecta o que viveu com o que estudou. Não é lugar para agradecimento genérico, é onde você mostra que enxergou a distância entre a teoria da sala de aula e a realidade de quem estava do outro lado da mesa.

Sobre formatação, siga o modelo da sua instituição antes de qualquer manual geral de ABNT. Se a faculdade entregou um arquivo com campos, preencha dentro dos campos e não reformate o documento. Para o formato específico desse documento, veja nosso guia do relatório final de atividades extensionistas.

Erros que fazem o projeto voltar para correção

Quanto tempo leva cada etapa

Uma estimativa realista ajuda a decidir quando começar. Os números abaixo consideram um aluno trabalhando e estudando, com poucas horas livres por semana.

EtapaTempo estimadoPode adiantar?
Escolher tema e comunidade5 a 15 minutosSim, desde o primeiro dia
Diagnóstico presencial1 visita, cerca de 2 horasDepende de agenda de terceiros
Escrever objetivos e plano10 a 15 minSim
Preparar material da ação20 min a 30 minSim
Executar a ação10 a 15 minNão
Escrever o relatório25 a 40 minParcialmente

Somando, algo entre dezesseis e trinta horas de trabalho efetivo, espalhadas por quatro a seis semanas por causa das agendas que não dependem de você. Quem começa faltando duas semanas normalmente entrega o documento, mas entrega sem evidência boa, e é justamente a evidência que sustenta a nota.

Apoio na estruturação do seu projeto de extensão seria a melhor opção

Tem aluno que só precisa do passo a passo acima e resolve sozinho. Tem aluno que trabalha em turno integral, tem filho pequeno e precisa de um ponto de partida estruturado para não perder tempo montando o documento do zero. A TCC Solutions Group trabalha com assessoria acadêmica: acompanhamento na estruturação do projeto, orientação metodológica e revisão, sempre com você entendendo cada parte, porque o trabalho é seu e é você quem vai responder por ele diante da coordenação.

Na loja existem materiais organizados por curso, com a estrutura já montada nas seções que a maioria das instituições pede. Quer saber mais sobre Como fazer o projeto de extensão da Anhanguera? Veja esse guia: Projeto de Extensão Anhanguera: onde baixar o Relatório Final e como preencher

Se Você quer saber mais Como fazer o projeto de extensão da Unopar você pode acessar o link anterior da Anhanguera, pois a faculdade é basicamente a mesma, ou pode acessar esse outro post: Projeto de extensão unopar: como fazer, o que preencher e evitar erros

Seu projeto de extensão com a estrutura pronta para adaptar

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Tive uma excelente experiência. Realizou meu projeto de extensão dentro do prazo e do que foi combinado.

Celso Leandro

Já fiz três projetos com eles, 100% de aprovação.

Thaís Helena

Cumpriram o prazo direitinho, podem confiar.

Rita Madruga

Checklist final antes de enviar

Perguntas frequentes

Posso fazer o projeto de extensão sozinho ou preciso de grupo?

Depende da instituição. Em cursos a distância, o formato individual é o mais comum, com cada aluno responsável pela própria ação e pelo próprio relatório. Em cursos presenciais, aparecem projetos coletivos coordenados por um professor. Confira no plano de ensino da disciplina antes de convidar colegas.

A ação precisa ser presencial?

Na maioria dos casos sim, e é o formato mais seguro. Algumas instituições passaram a aceitar ação remota com registro de reunião on-line e material enviado aos participantes. Como a exigência varia, confirme com o tutor antes de planejar uma ação totalmente digital, porque refazer depois custa caro em prazo.

Quantas pessoas precisam participar?

Raramente existe número mínimo na norma. O que existe é bom senso: um único participante enfraquece o argumento de interação com a comunidade. Entre cinco e vinte pessoas é a faixa que costuma passar sem questionamento e que ainda é gerenciável para quem trabalha.

Posso usar o meu local de trabalho como comunidade?

Pode, com uma ressalva. A ação precisa beneficiar as pessoas, não a empresa. Orientar os colegas sobre um direito trabalhista ou sobre organização financeira pessoal funciona. Fazer um trabalho que resolve um problema operacional do seu empregador não é extensão, é serviço.

O que acontece se eu não entregar o projeto de extensão?

Como as atividades extensionistas integram a carga horária obrigatória do curso, a pendência costuma travar a conclusão. O aluno termina as disciplinas e fica sem colar grau até regularizar. Cada instituição define o próprio prazo de reposição no regimento interno.

Preciso de autorização por escrito do local onde vou atuar?

Nem toda faculdade exige, mas peça mesmo assim. Um bilhete simples com o nome do responsável, o carimbo do estabelecimento e a data protege você se alguém questionar a veracidade da ação. Para uso de fotos com pessoas identificáveis, a autorização de imagem é ainda mais importante.

Dá para aproveitar um trabalho voluntário que eu já faço?

Em geral sim, desde que você consiga amarrar a atividade ao seu curso e produzir as evidências dentro do período letivo exigido. Trabalho voluntário feito há dois anos, sem registro, dificilmente será aceito. Já uma ação em andamento pode ser recortada e documentada a partir de agora.

A TCC Solutions Group tem nota 5,0 no Google, com mais de 150 avaliações de alunos de todo o Brasil. Veja os depoimentos no perfil da empresa no Google Maps.

Deivid Silva Santos, fundador da TCC Solutions Group

Escrito por Deivid Silva Santos

Fundador da TCC Solutions Group

Fundador da TCC Solutions Group, empresa de orientação acadêmica de Londrina (PR) com nota 5,0 e mais de 150 avaliações no Google. Acompanha alunos de todo o Brasil na estruturação de projetos de extensão, relatórios de estágio e trabalhos de conclusão.

5,0★★★★★157 avaliações no Google

O que dizem os estudantes que já passaram por aqui.

TThaís Helenahá 5 meses
★★★★★

Super indico, já fiz três projetos para a faculdade, e tanto o David quanto a Amanda foram super atenciosos. Tive 100% de aprovação nos trabalhos.

VValéria DantasLocal Guide, 81 avaliações · há 1 mês
★★★★★

Ótimo atendimento, entrega no prazo, me orientou em todas as dúvidas. Tirei nota máxima no projeto e entreguei também as horas complementares.

CCelso Leandrohá 9 meses
★★★★★

Tive uma excelente experiência com a TCC Solutions Group, que realizou meu projeto de extensão. Desde o início, demonstraram profissionalismo, comprometimento e domínio técnico em todas as etapas.

KKenne Medeiroshá 1 mês
★★★★★

Minha experiência foi ótima, nada a reclamar dos atendimentos e muito menos dos trabalhos. Meu último trabalho foi um portfólio do curso Ciências Contábeis e foi excelente.

AAna Tainarahá 2 meses
★★★★★

Fiquei muito satisfeita com o serviço! A empresa foi super comprometida, entregou tudo na data certinha e com muita qualidade. Tirei nota máxima. Recomendo!

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