A NBR 10719 orienta a apresentação de relatórios técnicos e científicos no Brasil. Ela ajuda a organizar a identificação do documento, o desenvolvimento, os resultados, as conclusões e os materiais de apoio de modo compreensível. A edição identificada nas fontes consultadas é a ABNT NBR 10719:2015. Antes da entrega, confirme o status no catálogo oficial da ABNT e verifique o manual da sua instituição, pois uma faculdade ou organização pode exigir ajustes próprios.

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Este guia explica a finalidade da norma, apresenta nove blocos práticos de conferência e mostra como revisar o relatório sem reproduzir o texto protegido da publicação técnica. As orientações são educacionais e não substituem a consulta ao documento oficial. Para uma visão ampla das regras acadêmicas, consulte também o guia de normas ABNT para TCC.

NBR 10719 aplicada à organização de relatório técnico-científico
A norma orienta a apresentação; o manual institucional define exigências adicionais.

Atualizado em 12/09/2026 · 16 min de leitura

O que é a NBR 10719 e qual documento ela atende

A NBR 10719 pertence ao campo de informação e documentação e trata da apresentação de relatório técnico e/ou científico. Esse gênero registra, de forma sistemática, resultados, avanços, procedimentos, análises ou a situação de uma questão técnica ou científica. Ele pode ser usado em pesquisa, laboratório, consultoria, desenvolvimento de produto, projeto institucional, estágio ou atividade profissional, desde que o contexto realmente peça esse tipo de relatório.

Isso não significa que todo relatório acadêmico siga exclusivamente a norma NBR 10719. Relatórios de estágio, atividades, visitas, projetos e práticas podem ter modelos próprios. A instituição pode definir capa, campos de identificação, extensão, anexos, formulários e ordem de entrega. Portanto, o primeiro documento a conferir é sempre o manual ou modelo vigente do curso.

Antes de formatar, identifique quem pediu o relatório e para qual finalidade. Um órgão financiador pode exigir prestação de contas técnica; um laboratório pode priorizar rastreabilidade de ensaios; uma disciplina pode avaliar reflexão sobre atividades. A NBR 10719 fornece referência de apresentação, mas não elimina essas finalidades específicas.

Crie uma tabela de requisitos com três colunas: fonte da exigência, item pedido e local em que ele será atendido. Separe norma, manual institucional e instruções do professor. Se houver conflito, não escolha silenciosamente. Registre a dúvida e peça orientação ao responsável pela entrega.

A página pública do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP relaciona a ABNT NBR 10719:2015 à apresentação de relatório técnico e/ou científico. A Biblioteca Universitária da UFSC também mantém um tutorial institucional sobre essa edição. Para saber se houve revisão posterior, pesquise o código no Catálogo da ABNT no dia da consulta.

NBR 10719 atualizada: qual versão usar em 2026

Na checagem realizada para este conteúdo em 9 de setembro de 2026, a edição de referência encontrada foi a NBR 10719 de maio de 2015. O registro público de distribuidor técnico consultado indicava essa edição como vigente, e as páginas de apoio de USP e UFSC continuavam apontando para 2015. Essa verificação é importante porque resultados de busca também exibem materiais baseados na edição de 2011 ou em versões ainda mais antigas.

Uma busca por “NBR 10719 atualizada” não deve terminar no primeiro PDF encontrado. Observe o ano, a instituição responsável pelo material e a data de atualização. Apostilas antigas podem ser úteis para compreender o gênero, mas não confirmam a vigência de requisitos. Evite baixar cópias não autorizadas da norma. O texto integral é protegido e deve ser consultado por meio de acesso legítimo, como assinatura da biblioteca, serviço institucional ou aquisição oficial.

Se o manual da faculdade mencionar a NBR 10719 de outro ano, pergunte à coordenação ou à biblioteca qual referência deve prevalecer. Não altere o documento por conta própria com base em um resumo encontrado na internet. Registre a data da consulta e mantenha uma cópia do manual institucional usado na revisão.

Essa cautela também vale para vídeos e modelos compartilhados. Um conteúdo pode estar correto para a edição e a instituição em que foi produzido, mas não para o seu caso. Ao pesquisar ABNT NBR 10719, prefira registros oficiais, bibliotecas universitárias e materiais que informem claramente o ano da norma.

Diferença entre relatório técnico, científico e trabalho acadêmico

O relatório técnico comunica uma atividade, solução, diagnóstico, teste, projeto ou resultado para um público que precisa tomar decisões ou acompanhar um processo. O relatório científico enfatiza questão, método, evidências, análise e conclusões ligadas à produção de conhecimento. Na prática, um mesmo documento pode reunir as duas dimensões, razão pela qual a ABNT NBR 10719 usa a expressão relatório técnico e/ou científico.

Já o trabalho acadêmico, como monografia, dissertação ou tese, possui finalidade formativa e pode seguir outras normas e diretrizes. Um artigo científico também tem estrutura e convenções próprias, sobretudo quando será submetido a um periódico. Não aplique automaticamente ao relatório tudo o que você usaria em uma monografia. Consulte o objetivo do gênero e as instruções de quem receberá o documento.

Se sua entrega for especificamente um relatório de estágio, verifique o roteiro do curso e depois use a NBR 10719 como apoio quando ele assim determinar. O conteúdo sobre relatório de estágio conforme orientações acadêmicas ajuda a separar dados institucionais, descrição das atividades e reflexão crítica.

Diferenças entre relatório técnico, científico e trabalho acadêmico
O gênero e o destinatário definem quais informações precisam aparecer.

9 partes práticas para conferir no relatório

Os nove blocos a seguir são uma rota de revisão, não uma transcrição da norma. A composição obrigatória e a ordem podem variar conforme o tipo de relatório, a organização e o manual acadêmico. Use a lista para detectar lacunas e, depois, compare seu arquivo com a publicação oficial da NBR 10719.

1. Identificação do documento

Confira se o leitor consegue reconhecer autoria, instituição, unidade responsável, título, local e data. Quando houver código, número de projeto, equipe, cliente, financiador ou grau de sigilo, verifique onde essas informações devem aparecer. Não invente campos apenas porque estavam em outro modelo.

2. Síntese para leitura rápida

Um resumo funcional apresenta objetivo, percurso, achados centrais e conclusão sem transformar a seção em introdução extensa. Escolha termos que representem o conteúdo e evite informações que não aparecem no corpo. Se a instituição exigir resumo em outro idioma, siga a orientação específica.

3. Contexto, problema e objetivos

Explique por que o relatório existe, qual situação foi estudada e o que se pretendia alcançar. Delimite ambiente, período e escopo. Objetivos vagos dificultam a avaliação porque o leitor não sabe quais resultados esperar.

4. Procedimentos e fontes de evidência

Descreva como dados, medições, documentos ou observações foram obtidos e analisados. Identifique instrumentos, critérios, etapas e limitações relevantes. O detalhamento deve permitir que um leitor qualificado entenda a lógica do trabalho, sem expor dados confidenciais.

5. Resultados apresentados com clareza

Organize os achados na sequência que melhor responde aos objetivos. Tabelas, quadros, gráficos e imagens precisam ter função analítica, qualidade visual e identificação coerente. Não repita no texto cada número já visível; destaque padrões, diferenças e informações necessárias.

6. Discussão e interpretação

Diferencie resultado de interpretação. Relacione os achados com critérios técnicos, literatura, metas ou parâmetros adequados ao projeto. Explique resultados inesperados e reconheça limites. Uma discussão consistente evita conclusões maiores que as evidências permitem.

7. Conclusões e recomendações

Retome objetivos, apresente a resposta sustentada pelos dados e indique recomendações quando forem pertinentes. Não introduza resultado novo nessa etapa. Se houver ações futuras, defina prioridade, responsável ou condição necessária somente quando o projeto fornecer base para isso.

8. Referências e rastreabilidade

Liste todas as fontes citadas e revise a correspondência entre citação e referência. Normas, manuais, conjuntos de dados, softwares e documentos institucionais também podem exigir identificação. O guia de referências bibliográficas ABNT ajuda na conferência, mas a edição vigente da norma de referências deve ser consultada.

9. Materiais complementares

Inclua apêndices, anexos, glossários, listas ou outros materiais apenas quando facilitarem a compreensão ou forem exigidos. Um apêndice é produzido pelo autor; um anexo vem de outra fonte. Confirme a nomenclatura e a forma de identificação no manual aplicável.

Como montar uma sequência lógica sem copiar um modelo

Um modelo pode ajudar a visualizar a página, mas não deve substituir decisões sobre conteúdo. Comece pelos objetivos. Para cada objetivo específico, identifique evidência necessária, procedimento usado, resultado obtido e interpretação correspondente. Essa matriz simples revela se há seções sem função ou conclusões sem suporte.

Depois, organize o desenvolvimento do geral para o específico ou pela ordem das etapas do projeto. Em relatórios experimentais, a sequência problema, método, resultados e discussão costuma ser clara. Em diagnósticos técnicos, pode fazer mais sentido apresentar contexto, critérios, achados por dimensão, riscos e recomendações. A NBR 10719 orienta a apresentação, mas a narrativa precisa refletir a finalidade real do documento.

Evite copiar exemplos da internet trocando apenas nomes. Além do risco ético, isso produz incoerências, como instrumentos nunca aplicados, setores inexistentes ou conclusões desconectadas. Use modelos apenas como referência visual e escreva a partir dos registros do próprio trabalho.

Faça um mapa de rastreabilidade ligando cada resultado à fonte que o produziu. Uma conclusão sobre desempenho deve apontar para dados, tabela, ensaio, documento ou observação identificável. Recomendações precisam derivar dos achados, não de preferências inseridas no fim. Essa ligação torna o relatório auditável e facilita a revisão por orientador, equipe técnica ou cliente.

Na redação, prefira termos precisos e defina siglas na primeira ocorrência. Use a mesma denominação para equipamentos, grupos, etapas e indicadores ao longo do texto. Variações vocabulares que parecem elegantes podem criar ambiguidade em documento técnico. Clareza e consistência são mais importantes que ornamentação.

Fluxo lógico das partes de um relatório segundo a NBR 10719
Objetivo, procedimento, resultado e conclusão precisam formar uma sequência rastreável.

Formatação: o que confirmar além da NBR 10719

A apresentação do relatório pode envolver normas complementares para referências, citações, resumo, sumário e numeração de seções. As edições dessas normas não mudam todas ao mesmo tempo. Por isso, uma lista antiga de referências normativas pode misturar anos já substituídos. Consulte o catálogo e os serviços da biblioteca para cada código necessário.

Também confirme margens, fonte, espaçamento, paginação, capa, folha de rosto, identificação de ilustrações e forma de entrega no manual vigente. A instituição pode fornecer um template próprio que harmoniza a NBR 10719 ABNT com regras internas. Nesse caso, mantenha o conteúdo original do template e não exclua campos sem autorização.

As citações precisam distinguir palavras do autor e ideias da fonte. Trechos literais exigem indicação apropriada, e paráfrases continuam precisando de referência. Consulte o guia de citações conforme ABNT para uma primeira revisão e confirme a norma atual antes de finalizar.

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Como apresentar tabelas, figuras e resultados técnicos

Todo elemento visual deve responder a uma pergunta. Dê título informativo, identifique a fonte e garanta que símbolos, unidades e abreviações sejam compreensíveis. Se o gráfico mostra evolução temporal, use escala coerente. Se a tabela compara grupos, mantenha critérios equivalentes. Imagens técnicas precisam ter resolução suficiente para revelar o que o texto discute.

Não use uma figura apenas para decorar. Apresente-a no texto antes ou logo após sua inserção e explique a leitura relevante. Se houver dados pessoais, placas, prontuários, rostos ou informações empresariais, aplique os cuidados éticos e de confidencialidade definidos para o projeto.

Quando uma tabela vier de outra fonte, registre a origem. Quando os dados forem do próprio estudo, use a identificação prevista no manual. A expressão “autoria própria” não resolve sozinha questões de método: o relatório deve explicar como os dados foram produzidos. Essa transparência é compatível com a finalidade da NBR 10719.

Erros comuns ao aplicar a ABNT NBR 10719

Outro erro é buscar um “NBR 10719 modelo” e acreditar que existe um arquivo universal. O relatório de um laboratório, de um estágio e de uma consultoria pode exigir conteúdos diferentes. O modelo certo é aquele compatível com o gênero, a instituição, o objetivo e a edição vigente das normas citadas.

Revisão de tabelas, figuras e fontes em relatório técnico-científico
Elementos visuais devem ter função analítica, identificação e fonte verificável.

Checklist final para revisão do relatório

Faça duas revisões separadas. Na primeira, avalie conteúdo e coerência. Na segunda, confira apresentação, referências, numeração e detalhes visuais. Essa separação reduz a chance de corrigir pontuação enquanto passa despercebida uma conclusão sem evidência.

Por fim, peça que outra pessoa leia uma amostra sem explicações adicionais. Se ela não identificar objetivo, procedimento e resultado, a sequência precisa de ajuste. Depois dessa leitura, faça a conferência final com a NBR 10719 oficial e com o roteiro institucional, mantendo registro da versão consultada.

Salve a versão entregue e os documentos de referência em uma pasta organizada. Nomeie o arquivo de forma inequívoca, confira se tabelas e imagens aparecem no PDF e evite enviar uma versão anterior por engano. A boa apresentação prevista pela NBR 10719 também depende de controle de versão e de uma conferência técnica do arquivo final.

Checklist final da NBR 10719 para relatório técnico-científico
A revisão final cruza conteúdo, norma vigente, manual e integridade do arquivo.

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Perguntas frequentes sobre a NBR 10719

O que estabelece a NBR 10719?

Ela apresenta princípios gerais para a apresentação de relatório técnico e/ou científico. Para conhecer requisitos completos e exceções, consulte a publicação oficial, pois este guia não reproduz o texto normativo.

A NBR 10719:2015 está atualizada?

Foi a edição identificada como referência atual nas fontes consultadas em 9 de setembro de 2026. Como normas podem ser revisadas, confirme o código no Catálogo da ABNT antes da entrega.

A NBR 10719 serve para relatório de estágio?

Pode servir como referência quando o manual do curso assim determinar. Muitos relatórios de estágio têm roteiro próprio, formulários e campos obrigatórios. O manual institucional deve ser conferido primeiro.

Qual é a diferença entre NBR 10719 e NBR 14724?

Elas atendem gêneros e finalidades diferentes. A primeira se relaciona ao relatório técnico e/ou científico; a segunda trata da apresentação de trabalhos acadêmicos. Confirme qual norma o seu documento exige.

Posso baixar a NBR 10719 em PDF gratuitamente?

Não use cópias não autorizadas. Verifique se sua biblioteca oferece acesso institucional, consulte a ABNT ou adquira a norma por canal legítimo. Tutoriais públicos não substituem o documento integral.

Existe um modelo único de relatório segundo a norma?

Não existe um arquivo universal que atenda todos os cursos e organizações. A estrutura precisa considerar o tipo de relatório, o destinatário e as regras institucionais.

Preciso usar todas as partes apresentadas neste guia?

Não necessariamente. Os nove blocos são uma rota prática de conferência. A obrigatoriedade real deve ser verificada no texto oficial e no manual da instituição.

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Deivid Silva Santos, fundador da TCC Solutions Group

Escrito por Deivid Silva Santos

Fundador da TCC Solutions Group

Fundador da TCC Solutions Group, empresa de orientação acadêmica de Londrina (PR) com nota 5,0 e mais de 150 avaliações no Google. Acompanha alunos de todo o Brasil na estruturação de projetos de extensão, relatórios de estágio e trabalhos de conclusão.

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