Como Fazer um Relatório de Estágio em Educação Infantil Seguindo as Normas ABNT — Guia Prático com Exemplos e Checklist

Introdução
Você está no final do seu estágio e precisa elaborar um Relatório de Estágio Educação Infantil. Tem páginas de observações anotadas, experiências incríveis para relatar — mas agora vem a parte que deixa muitos estudantes em pânico: como estruturar tudo isso em um relatório que atenda às normas ABNT e impressione o professor?
Se você está sentindo aquele frio na espinha pensando em “Qual é a estrutura correta?”, “Como aplico ABNT sem ficar perdido?” ou “Meu relatório vai atender aos critérios de avaliação?”, respire fundo. Este guia foi feito exatamente para você.
Aqui você vai aprender passo a passo como estruturar, escrever e validar um relatório seguindo as normas ABNT, com exemplos reais, imagens de formatação correta e um checklist prático para garantir aprovação. Não é sobre comprar pronto ou colar de terceiros — é sobre fazer bem feito, com confiança e qualidade.
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O que é um Relatório de Estágio Pedagogia Educação Infantil e Por Que É Importante
Um relatório de estágio em Educação Infantil é muito mais que um documento burocrático. É o registro reflexivo e crítico da sua experiência prática durante o período de estágio em creche, pré-escola ou instituição de Educação Infantil.
Diferente de um simples diário de atividades, este documento é um trabalho acadêmico formal que combina:
- Observações descritivas: o que você viu, como as crianças se comportaram, quais atividades foram realizadas
- Reflexão crítica: análise dessas observações à luz de teorias pedagógicas, identificação de desafios, potencialidades e aprendizados
- Contextualização: informações sobre a instituição, a turma, o período de estágio
- Fundamentação teórica: conexão entre prática e teoria (Piaget, Vygotsky, Freire, BNCC, etc.)
Por Que o Relatório de Estágio é Essencial para Sua Formação
O documento não é apenas um requisito curricular. É uma ferramenta de aprendizagem profunda. Ao escrever, você:
- Reflete sobre sua prática: transforma experiências vividas em conhecimento sistematizado
- Conecta teoria e prática: aplica conceitos pedagógicos aprendidos em sala de aula à realidade das crianças
- Desenvolve senso crítico: aprende a analisar situações, identificar problemas e pensar em soluções
- Documenta seu crescimento profissional: registra aprendizados que levarão para sua carreira como pedagogo
Diferenças Entre Creche, Pré-Escola e Educação Infantil
Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, existem diferenças importantes:
| Contexto | Faixa Etária | Foco do Relatório | Ênfase Pedagógica |
|---|---|---|---|
| Creche | 0 a 3 anos | Cuidado, desenvolvimento sensório-motor, vínculos afetivos | Rotina, higiene, segurança, primeiras aprendizagens |
| Pré-Escola | 4 a 5 anos | Preparação para alfabetização, desenvolvimento cognitivo | Letramento, numeracia, socialização, autonomia |
| Educação Infantil (geral) | 0 a 5 anos | Desenvolvimento integral | Integração de cuidado, educação e brincadeira |
Na prática: se você estagiou em creche, seu relatório enfatizará observações sobre desenvolvimento sensório-motor, vínculos afetivos e rotina. Se foi em pré-escola, destacará aprendizagens de letramento e preparação para o Ensino Fundamental. Em ambos os casos, a reflexão crítica deve conectar essas observações a teorias do desenvolvimento infantil.
Estrutura Completa do Relatório: Elementos Obrigatórios Segundo ABNT
A estrutura de um relatório de estágio segue a NBR 14724 (ABNT), que padroniza trabalhos acadêmicos. Vamos decompor cada elemento:

Elementos Pré-Textuais (Antes do Conteúdo Principal)
Estes elementos aparecem antes do texto principal e servem para apresentar o trabalho:
- Capa
- Instituição (universidade/faculdade)
- Nome do aluno
- Título do relatório
- Local e ano
-
Sem numeração
-
Folha de Rosto
- Repetição dos dados da capa
- Adição de informações sobre orientador e disciplina
-
Numerada como página 1 (mas o número não aparece)
-
Resumo
- Síntese do relatório (150-250 palavras)
- Destaca objetivos, metodologia e principais conclusões
-
Palavras-chave (3-5)
-
Sumário
- Listagem de todas as seções e subseções
- Com números de página
- Gerado automaticamente no Word/Google Docs
Elementos Textuais (Conteúdo Principal)
O “coração” do seu relatório:
- Introdução
- Contextualização do estágio (instituição, turma, período)
- Objetivos do relatório
- Breve apresentação da estrutura
-
Aproximadamente 1-2 páginas
-
Desenvolvimento
- Apresentação da Instituição: histórico, missão, estrutura, recursos pedagógicos
- Caracterização da Turma: número de crianças, faixa etária, características do grupo
- Observações e Atividades: descrição de atividades realizadas, comportamentos observados, aprendizados das crianças
- Análise Crítica: reflexão sobre as observações à luz de teorias pedagógicas
-
Aproximadamente 8-15 páginas (depende da profundidade)
-
Considerações Finais
- Síntese dos aprendizados
- Reflexão sobre desafios e potencialidades
- Perspectivas futuras como pedagogo
- Aproximadamente 1-2 páginas
Elementos Pós-Textuais (Depois do Conteúdo Principal)
Estes elementos encerram o trabalho:
- Referências
- Lista de todas as fontes citadas (livros, artigos, sites)
- Em ordem alfabética
-
Formatadas segundo ABNT
-
Apêndices (opcional)
- Materiais criados por você (planejamentos, atividades, fotos de trabalhos das crianças)
-
Identificados como Apêndice A, B, C, etc.
-
Anexos (opcional)
- Materiais de terceiros (documentos da instituição, projetos pedagógicos)
- Identificados como Anexo A, B, C, etc.
Tamanho Ideal do Relatório
A maioria das instituições solicita entre 15 a 25 páginas (sem contar capa e folha de rosto). O desenvolvimento é a seção mais extensa, pois é onde você demonstra profundidade de observação e análise crítica.
Como Escrever Cada Seção: Introdução, Desenvolvimento, Observações e Reflexão Crítica
Agora vamos ao prático: como escrever cada seção com qualidade e profundidade.
Introdução: Contextualizando Seu Estágio
A introdução deve responder: “Onde, quando e por quê?”
O que incluir:
– Nome da instituição e localização
– Período do estágio (datas)
– Turma/faixa etária observada
– Objetivos do estágio (o que você esperava aprender)
– Breve apresentação da estrutura do relatório
Exemplo de introdução:
Este relatório apresenta a experiência de estágio realizado na Escola Municipal Pequenos Passos, localizada no bairro Centro de [Cidade], durante o período de agosto a outubro de 2026. O estágio foi realizado na turma de Pré-Escola II (crianças de 4 a 5 anos), sob orientação da professora [Nome]. Durante 12 semanas, foram observadas as atividades pedagógicas, interações entre crianças e educadores, e processos de aprendizagem. O objetivo deste relatório é registrar e analisar criticamente essas observações, conectando-as a teorias do desenvolvimento infantil e práticas pedagógicas contemporâneas. O documento está estruturado em apresentação da instituição, caracterização da turma, descrição de atividades e observações, análise crítica das práticas observadas, e considerações finais sobre aprendizados e perspectivas futuras.
Dica: Não seja vago. Seja específico sobre datas, nomes (quando permitido), faixa etária e objetivos.
Desenvolvimento: Apresentação da Instituição
Antes de descrever as crianças e atividades, contextualize a instituição.
O que incluir:
– Histórico e missão da instituição
– Estrutura física (salas, espaços externos, recursos)
– Equipe pedagógica
– Abordagem pedagógica adotada (Montessori, Waldorf, BNCC, etc.)
– Projetos em desenvolvimento
Exemplo:
A Escola Municipal Pequenos Passos foi fundada em 2010 e atende crianças de 0 a 5 anos em regime de tempo integral. A instituição segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e adota uma abordagem sociointeracionista, fundamentada em Vygotsky. A escola possui 6 salas de aula, parque com brinquedos de madeira, horta pedagógica, biblioteca infantil e sala de artes. A equipe é composta por 15 educadores, 1 coordenadora pedagógica e 1 diretora. A instituição realiza projetos temáticos semestrais, como “Descobrindo a Natureza” e “Brincando e Aprendendo”.
Desenvolvimento: Caracterização da Turma
Agora, descreva o grupo de crianças que você observou.
O que incluir:
– Número de crianças
– Faixa etária
– Características gerais (comportamento, interesses, desafios)
– Composição do grupo (diversidade, necessidades especiais)
– Dinâmica de grupo
Exemplo:
A turma de Pré-Escola II é composta por 18 crianças (10 meninas e 8 meninos), com idades entre 4 e 5 anos. O grupo é heterogêneo em termos de desenvolvimento: enquanto algumas crianças já reconhecem letras e números, outras ainda estão em fase de exploração sensória. Há 2 crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), que recebem apoio de educadora auxiliar. O grupo é bastante ativo, com preferência por brincadeiras ao ar livre e atividades com materiais manipuláveis. Observou-se que as crianças têm dificuldade em manter atenção em atividades dirigidas por mais de 15 minutos, mas demonstram grande interesse em brincadeiras cooperativas.
Desenvolvimento: Observações Descritivas e Reflexão Crítica
Esta é a seção mais importante do seu relatório. Aqui você combina observação com análise.
Diferença crucial:
| Observação Descritiva | Reflexão Crítica |
|---|---|
| “Maria desenhou uma casa com telhado vermelho” | “Maria utilizou cores primárias e formas geométricas, demonstrando compreensão de propriedades visuais. Segundo Piaget, está em transição entre pré-operatório e operatório concreto” |
| “As crianças brincaram de casinha por 20 minutos” | “A brincadeira de faz-de-conta evidencia desenvolvimento simbólico. Vygotsky destaca que o brincar é zona de desenvolvimento proximal, onde a criança opera além de suas capacidades atuais” |
Como estruturar:
- Descreva a atividade ou situação (o que aconteceu)
- Cite comportamentos específicos (o que as crianças fizeram)
- Analise à luz de teorias (o que isso significa pedagogicamente)
- Identifique implicações (como isso informa sua prática)
Exemplo completo:
Atividade: Exploração de Materiais Naturais
Durante a atividade de exploração sensória, as crianças foram convidadas a manipular diferentes materiais naturais (folhas, sementes, galhos, pedras). Observou-se que as crianças menores (4 anos) exploravam os materiais de forma aleatória, levando-os à boca e manipulando-os sem padrão. As crianças maiores (5 anos) organizavam os materiais por cor, tamanho e textura, criando padrões e sequências.
Análise Crítica: Essa diferença de comportamento ilustra claramente os estágios de desenvolvimento sensório-motor descritos por Piaget. As crianças de 4 anos ainda utilizam exploração sensória como principal forma de conhecimento, enquanto as de 5 anos já conseguem categorizar e criar sequências lógicas, indicando transição para operações concretas. Além disso, a atividade promove o que Vygotsky chama de “aprendizagem pela ação”, onde a criança constrói conhecimento através da manipulação e experimentação. Como educadora, essa observação me leva a considerar a importância de oferecer materiais diversificados e permitir exploração livre, respeitando os diferentes ritmos de desenvolvimento.
Dica: Não descreva apenas atividades. Descreva também interações entre crianças, momentos de conflito e resolução, demonstrações de aprendizagem, desafios observados.
Exemplo: Observação Superficial vs Profunda
Para ilustrar a diferença, veja como não fazer e como fazer bem:
❌ Observação Superficial (fraca):
As crianças brincaram de casinha. Umas fingiam ser mãe, outras pai. Brincaram por um tempo e depois foram fazer outra coisa.
✓ Observação Profunda (forte):
Durante 25 minutos, observei brincadeira de faz-de-conta na casinha. Ana (5 anos) assumiu papel de mãe, Lucas (4 anos 11 meses) de pai, Sofia (5 anos) de filha. Ana preparava “comida” com folhas e galhos, Lucas fingia sair para “trabalho”, Sofia brincava com bonecas. Quando Lucas propôs ser “avô”, houve negociação: Ana resistiu inicialmente, mas após mediação da educadora, concordou em incluir novo papel. A brincadeira demonstra compreensão de papéis sociais, negociação entre pares e desenvolvimento simbólico. Segundo Vygotsky, o faz-de-conta é zona de desenvolvimento proximal onde crianças operam além de capacidades atuais.
A diferença: a segunda versão é específica (nomes, duração, sequência de eventos), descreve comportamentos observáveis e conecta a teoria pedagógica.
Desenvolvimento: Análise de Desafios e Potencialidades
Além de atividades positivas, analise desafios observados e como foram (ou poderiam ser) abordados.
Exemplo:
Desafio Observado: Dificuldade em Compartilhamento
Durante brincadeiras com brinquedos, observou-se que crianças menores frequentemente não compartilhavam materiais, gerando conflitos. A educadora intervinha oferecendo brinquedos alternativos ou sugerindo brincadeiras em duplas.
Análise: Segundo Piaget, crianças nessa faixa etária ainda apresentam egocentrismo cognitivo, dificuldade em assumir perspectiva do outro. A estratégia da educadora de oferecer alternativas é apropriada, mas poderia ser complementada com mediação de conflitos que ajude a criança a nomear emoções (“Você ficou triste porque queria o brinquedo”) e a entender a perspectiva do outro (“João também quer brincar”). Essa prática alinha-se com a Educação Emocional proposta por Goleman.
Considerações Finais: Síntese e Aprendizados
A conclusão não é um resumo superficial. É uma reflexão profunda sobre o que você aprendeu.
O que incluir:
– Síntese dos principais aprendizados
– Conexão entre observações e teorias pedagógicas
– Desafios enfrentados durante o estágio
– Perspectivas futuras como pedagogo
– Impacto pessoal e profissional
Exemplo:
Este estágio foi fundamental para compreender que a Educação Infantil vai muito além de “cuidar” das crianças. É um espaço de desenvolvimento integral, onde cada interação, cada atividade, cada momento de brincadeira contribui para a formação de seres autônomos, críticos e criativos. As observações realizadas confirmaram teorias aprendidas em sala de aula: vi Piaget em ação quando as crianças exploravam materiais; vi Vygotsky quando crianças maiores ajudavam as menores; vi Freire quando a educadora promovia diálogos que respeitavam a voz das crianças.
Como futura pedagoga, levo comigo a responsabilidade de criar espaços onde as crianças possam ser protagonistas de suas aprendizagens. Também reconheço desafios: a falta de recursos materiais, a sobrecarga de trabalho dos educadores, a dificuldade em atender à diversidade com qualidade. Esses desafios me motivam a buscar formação continuada e a ser uma voz pela valorização da Educação Infantil.
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Exemplos Práticos de Relatório De estágio Supervisionado Pedagogia Educação Infantil
Vamos aos exemplos reais e contextualizados. Estes servem como modelo para você adaptar à sua experiência.

Exemplo 1: Introdução Completa
RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL
Este relatório apresenta a experiência de estágio realizado na Creche Comunitária Sementes do Futuro, localizada no bairro Vila Nova, município de São Paulo, SP, durante o período de 15 de agosto a 31 de outubro de 2026. O estágio foi realizado na turma de Berçário II (crianças de 1 a 2 anos), sob orientação da professora Juliana Silva e supervisão da coordenadora pedagógica Mariana Costa. Durante 12 semanas, foram observadas as atividades pedagógicas, interações entre crianças e educadores, processos de desenvolvimento sensório-motor e afetivo, e dinâmicas de rotina.
O objetivo deste relatório é registrar e analisar criticamente essas observações, conectando-as a teorias do desenvolvimento infantil (Piaget, Vygotsky, Winnicott) e às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento está estruturado em: (1) apresentação da instituição e caracterização da turma; (2) descrição de observações e atividades realizadas; (3) análise crítica das práticas pedagógicas observadas; (4) reflexão sobre desafios e potencialidades; e (5) considerações finais sobre aprendizados profissionais e perspectivas futuras.
Exemplo 2: Observação Descritiva + Reflexão Crítica
Atividade: Exploração de Texturas (Berçário II)
No dia 22 de setembro de 2026, foi realizada atividade de exploração sensória com diferentes texturas. As crianças foram dispostas em círculo no chão com almofadas. A educadora apresentou materiais: algodão (macio), lixa (áspera), papel alumínio (liso e barulhento), esponja (macia e úmida). As crianças exploravam livremente cada material, levando à boca, esfregando no rosto, sacudindo. Observações específicas:
- João (1 ano e 3 meses): explorou principalmente através da boca, mordiscava o algodão, levava a lixa à boca (educadora intervinha com segurança). Não demonstrava preferência clara por texturas.
- Maria (1 ano e 11 meses): explorava com mãos e boca, mas também observava outros materiais. Quando tocava a lixa, fazia careta, indicando sensação desagradável. Repetia a ação várias vezes, como se testasse a reação.
- Pedro (1 ano e 6 meses): focava em um material por vez, explorava intensamente, depois passava para outro. Demonstrava preferência por materiais que faziam barulho (papel alumínio).
Reflexão Crítica:
Essa atividade exemplifica o estágio sensório-motor descrito por Piaget (0-2 anos): as crianças constroem conhecimento através dos sentidos e da ação. Cada criança explorava de forma diferente, refletindo seu estágio específico de desenvolvimento:
- João, ainda muito dependente da exploração oral, estava em fase inicial do sensório-motor.
- Maria, que conseguia diferenciar sensações e fazer previsões (“lixa = desagradável”), estava em transição para operações mentais mais complexas.
- Pedro, que organizava sua exploração de forma sequencial, demonstrava maior capacidade de atenção e categorização.
Segundo Vygotsky, essa atividade também promove desenvolvimento através da “zona de desenvolvimento proximal”. Quando a educadora intervinha (“Cuidado, essa é áspera!”), oferecia suporte para que a criança compreendesse propriedades dos materiais além da exploração aleatória.
Implicações Pedagógicas: Essa observação reforça a importância de oferecer materiais diversificados e seguros para exploração sensória. Também evidencia que não há um “jeito certo” de explorar — cada criança segue seu ritmo e seu interesse. Como educadora, devo respeitar esses ritmos enquanto ofereço segurança e oportunidades de aprendizagem.
Exemplo 3: Análise de Atividade Pedagógica com Reflexão Teórica
Atividade: Brincadeira de Faz-de-Conta (Pré-Escola II)
No dia 10 de outubro de 2026, foi observada brincadeira de faz-de-conta na “casinha” do parque. Participantes: Ana (5 anos), Lucas (4 anos e 11 meses), Sofia (5 anos). A brincadeira durou aproximadamente 25 minutos. Sequência observada:
- Início: Ana propõe “Vamos brincar de família”. Define papéis: “Eu sou a mãe, Lucas é o pai, Sofia é a filha”.
- Desenvolvimento: Crianças atuam papéis: “mãe” prepara “comida” (folhas e galhos), “pai” volta do “trabalho”, “filha” brinca com bonecas. Há negociação de regras (“A filha não pode comer sozinha porque é pequena”).
- Conflito: Lucas quer mudar de papel (“Agora eu sou o avô”). Ana resiste (“Não, você é o pai”). Educadora intervém mediando: “Lucas quer ser avô. Como podemos incluir um avô na nossa história?”. Crianças concordam e Lucas passa a ser avô que “visita a família”.
- Encerramento: Brincadeira termina quando crianças são chamadas para lanche.
Análise Crítica:
Essa brincadeira exemplifica o que Vygotsky chama de “brincar como zona de desenvolvimento proximal”. Através do faz-de-conta, as crianças:
- Desenvolvem compreensão de papéis sociais: entendem que ser “mãe” implica responsabilidades específicas.
- Praticam linguagem e comunicação: usam diálogos, negociam, explicam regras.
- Desenvolvem autorregulação: seguem regras que elas mesmas criaram.
- Praticam empatia: assumem perspectiva de outro (“A filha não pode comer sozinha porque é pequena”).
A intervenção da educadora foi particularmente eficaz: em vez de impor solução, ofereceu suporte para que as crianças resolvessem o conflito de forma criativa. Isso alinha-se com a abordagem sociointeracionista proposta por Vygotsky e com as competências da BNCC (resolução de conflitos, criatividade, colaboração).
Perspectiva Pedagógica: Como educadora, essa observação me leva a valorizar o brincar como ferramenta pedagógica, não como “tempo livre”. O faz-de-conta não é apenas diversão — é aprendizagem profunda. Devo criar espaços seguros para brincadeira, oferecer materiais variados, e intervir quando necessário, mas sempre respeitando a autonomia das crianças.

Exemplo 4: Considerações Finais com Aprendizados e Perspectivas
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estágio foi transformador. Quando comecei, tinha uma visão romantizada da Educação Infantil — imaginava apenas brincadeiras e sorrisos. Rapidamente percebi que é muito mais complexo e desafiador. Cada dia exigiu de mim observação atenta, reflexão crítica e disposição para aprender.
As principais aprendizagens foram:
Desenvolvimento infantil é complexo e não-linear: cada criança segue seu próprio ritmo. Não há um “padrão” — há singularidades. Isso exige que educadores sejam observadores atentos e flexíveis.
Teoria e prática se encontram no dia a dia: vi Piaget quando crianças exploravam materiais; vi Vygotsky quando crianças maiores ajudavam as menores; vi Freire quando a educadora promovia diálogos respeitosos. Essas teorias não são abstratas — são vivas na prática.
Educação Infantil é cuidado + educação: não é possível separar. Mudar fralda é educação. Consolar uma criança que chora é educação. Oferecer materiais para exploração é educação. Tudo conta.
Educadores são profissionais que merecem valorização: observei educadores trabalhando com dedicação, criatividade e amor, frequentemente em condições precárias (poucos recursos, muitas crianças por adulto, baixos salários). Isso me motivou a ser voz pela valorização da profissão.
Desafios observados:
– Falta de recursos materiais adequados
– Sobrecarga de trabalho dos educadores
– Dificuldade em atender à diversidade (crianças com deficiências, transtornos, diferentes ritmos de aprendizagem)
– Pressão por “resultados” (letramento precoce) em detrimento do desenvolvimento integralComo futura pedagoga, comprometo-me a:
– Criar espaços onde crianças sejam protagonistas de suas aprendizagens
– Respeitar ritmos e singularidades
– Fundamentar minhas práticas em teorias pedagógicas
– Ser defensora da Educação Infantil de qualidade
– Buscar formação continuada
– Colaborar com colegas e famíliasEste estágio é um começo. Sei que ainda tenho muito a aprender, mas saio dele com convicção: quero ser uma educadora que faz diferença na vida das crianças.
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Normas ABNT Aplicadas a Relatórios de Estágio: Formatação, Citações e Referências
Agora vamos ao técnico: como aplicar ABNT sem complicação.

Formatação de Página
Margens:
– Superior: 3 cm
– Inferior: 2 cm
– Esquerda: 3 cm
– Direita: 2 cm
Fonte:
– Tipo: Arial ou Times New Roman
– Tamanho: 12 pt (corpo do texto)
– Espaçamento: 1,5 entre linhas
Alinhamento:
– Justificado (texto alinhado nas duas margens)
Numeração de páginas:
– Aparecem a partir da introdução (não na capa, folha de rosto, resumo)
– Canto superior direito
– Fonte 12 pt
Numeração de Seções
Formato:
1 INTRODUÇÃO
1.1 Contextualização
1.2 Objetivos
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Apresentação da Instituição
2.1.1 Histórico
2.1.2 Estrutura Pedagógica
2.2 Caracterização da Turma
Regra: máximo 3 níveis de numeração. Não use 1.2.3.4.
Como Citar Autores Pedagógicos no Texto
Citação Direta (palavra por palavra):
Segundo Piaget (1975, p. 45), “a criança constrói conhecimento através da ação sobre o objeto”.
Ou:
“A criança constrói conhecimento através da ação sobre o objeto” (PIAGET, 1975, p. 45).
Citação Indireta (com suas palavras):
Piaget (1975) afirma que o conhecimento infantil é construído através da interação com objetos e pessoas.
Ou:
O conhecimento infantil é construído através da interação com objetos e pessoas (PIAGET, 1975).
Citação de Dois Autores:
Segundo Piaget e Vygotsky (1975), o desenvolvimento infantil é resultado de interação entre fatores biológicos e sociais.
Citação de Mais de Três Autores:
Silva et al. (2020) demonstram que a brincadeira é fundamental para o desenvolvimento cognitivo.
Exemplos de Citações Corretas vs Incorretas
❌ Citação Incorreta (sem página):
Segundo Piaget, a criança constrói conhecimento.
✓ Citação Correta (com página):
Segundo Piaget (1975, p. 45), a criança constrói conhecimento através da ação.
❌ Referência Incompleta:
PIAGET. A formação do símbolo.
✓ Referência Completa:
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
Como Montar a Lista de Referências
Ordem: Alfabética por sobrenome do autor
Formato básico:
Livro:
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
Artigo em Revista:
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 45-67, 2015.
Site/Documento Online:
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 15 out. 2026.
Exemplo de Lista de Referências Completa:
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
WINNICOTT, Donald W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
Erros ABNT Mais Comuns em Relatórios de Estágio
| Erro Comum | O que NÃO fazer | O que FAZER |
|---|---|---|
| Citação sem página | “Segundo Piaget, a criança brinca” | “Segundo Piaget (1975, p. 45), a criança brinca” |
| Referência incompleta | “PIAGET. A formação do símbolo” | “PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978″ |
| Ordem alfabética errada | Vygotsky antes de Piaget | Piaget antes de Vygotsky |
| Fonte inconsistente | Misturar Arial e Times New Roman | Manter uma fonte em todo o documento |
| Espaçamento irregular | Às vezes 1,5, às vezes 2,0 | Manter 1,5 em todo o documento |
| Numeração de páginas na capa | Capa numerada como página 1 | Capa sem numeração; numeração começa na introdução |
Checklist Final: Validando Seu Relatório Antes da Entrega
Antes de entregar, use este checklist para garantir que nada foi esquecido.
✓ Checklist de Estrutura
- [ ] Capa com instituição, nome, título, local e ano
- [ ] Folha de rosto com dados do orientador
- [ ] Resumo (150-250 palavras) com palavras-chave
- [ ] Sumário com números de página
- [ ] Introdução contextualizando o estágio
- [ ] Desenvolvimento com apresentação da instituição
- [ ] Desenvolvimento com caracterização da turma
- [ ] Desenvolvimento com observações e atividades
- [ ] Desenvolvimento com análise crítica
- [ ] Considerações finais com aprendizados
- [ ] Referências em ordem alfabética
- [ ] Apêndices/Anexos (se houver)
✓ Checklist de Conteúdo
- [ ] Observações são específicas e contextualizadas (não genéricas)
- [ ] Há diferenciação clara entre observação descritiva e reflexão crítica
- [ ] Reflexões conectam observações a teorias pedagógicas (Piaget, Vygotsky, Freire, etc.)
- [ ] Há exemplos de atividades realizadas
- [ ] Há análise de desafios observados
- [ ] Há análise de potencialidades e aprendizados das crianças
- [ ] Há reflexão pessoal sobre aprendizados como futuro pedagogo
- [ ] Considerações finais sintetizam principais pontos
- [ ] Linguagem é clara e acadêmica (não coloquial)
✓ Checklist de ABNT
- [ ] Margens corretas (3-3-2-2 cm)
- [ ] Fonte 12 pt, Arial ou Times New Roman
- [ ] Espaçamento 1,5 entre linhas
- [ ] Numeração de páginas a partir da introdução
- [ ] Seções numeradas corretamente (máximo 3 níveis)
- [ ] Citações diretas com página (p. XX)
- [ ] Citações indiretas com autor e ano
- [ ] Referências em ordem alfabética
- [ ] Referências com formatação completa (autor, título, local, editora, ano)
- [ ] Nenhuma referência citada no texto que não apareça nas referências
- [ ] Nenhuma referência nas referências que não foi citada no texto
✓ Checklist de Qualidade
- [ ] Relatório tem entre 15-25 páginas (sem capa)
- [ ] Não há repetição desnecessária de informações
- [ ] Parágrafos têm coerência interna
- [ ] Transições entre parágrafos são claras
- [ ] Não há erros de digitação ou gramática
- [ ] Texto foi revisado por outra pessoa
- [ ] Imagens/diagramas (se houver) estão bem posicionadas e legendadas
- [ ] Tom é profissional e respeitoso
- [ ] Reflexão crítica é profunda, não superficial
Quer saber mais sobre como Formatação ABNT? Veja esse guia: Formatação ABNT no Word 2026: Tutorial Visual Completo
FAQ: Dúvidas Frequentes Sobre Relatório de Estágio em Educação Infantil
Como fazer um relatório de estágio em educação infantil passo a passo?
Passo 1: Organize suas observações. Releia suas anotações do estágio e organize por temas (atividades, comportamentos, aprendizados).
Passo 2: Estruture o documento. Crie arquivo Word/Google Docs com estrutura ABNT (capa, folha de rosto, resumo, sumário, introdução, desenvolvimento, considerações finais, referências).
Passo 3: Escreva a introdução. Contextualize o estágio (instituição, turma, período, objetivos).
Passo 4: Descreva a instituição. Apresente histórico, missão, estrutura, abordagem pedagógica.
Passo 5: Caracterize a turma. Descreva número de crianças, faixa etária, características.
Passo 6: Registre observações. Descreva atividades e comportamentos observados.
Passo 7: Analise criticamente. Conecte observações a teorias pedagógicas. Identifique desafios e potencialidades.
Passo 8: Escreva considerações finais. Sintetize aprendizados e perspectivas futuras.
Passo 9: Organize referências. Liste todas as fontes citadas em ordem alfabética.
Passo 10: Revise e valide. Use o checklist para garantir que nada foi esquecido.
O que colocar no relatório de estágio em educação infantil?
Obrigatório:
– Contexto do estágio (instituição, turma, período)
– Apresentação da instituição
– Caracterização da turma
– Observações de atividades e comportamentos
– Reflexão crítica conectada a teorias pedagógicas
– Análise de desafios e potencialidades
– Aprendizados pessoais e profissionais
Opcional (mas recomendado):
– Fotos de atividades (em apêndice)
– Planejamentos de atividades (em apêndice)
– Documentos da instituição (em anexo)
– Diagramas ou esquemas
NÃO colocar:
– Conteúdo genérico desconectado de sua experiência
– Cópias de outros relatórios
– Informações que violem privacidade das crianças (nomes completos, fotos identificáveis)
– Críticas destrutivas à instituição ou educadores
Qual é a estrutura correta de um relatório de estágio segundo ABNT?
Elementos pré-textuais:
1. Capa
2. Folha de rosto
3. Resumo
4. Sumário
Elementos textuais:
1. Introdução
2. Desenvolvimento (apresentação da instituição, caracterização da turma, observações, análise crítica)
3. Considerações finais
Elementos pós-textuais:
1. Referências
2. Apêndices (opcional)
3. Anexos (opcional)
Como escrever observações e reflexões críticas em um relatório de estágio?
Observação descritiva: Descreva o que você viu, ouviu, observou. Seja específico. Inclua nomes fictícios (ou iniciais) das crianças, datas, duração, contexto.
Reflexão crítica: Analise o que observou à luz de teorias pedagógicas. Responda: O que isso significa? Por que aconteceu assim? Como isso informa minha prática?
Estrutura:
1. Descrição da atividade/situação
2. Comportamentos específicos observados
3. Análise teórica
4. Implicações pedagógicas
Qual é a diferença entre relatório de estágio em educação infantil e em pré-escola?
Educação Infantil é o termo geral que abrange creche (0-3 anos) e pré-escola (4-5 anos).
Relatório em Creche enfatiza: desenvolvimento sensório-motor, vínculos afetivos, rotina, cuidado, primeiras aprendizagens, exploração sensória.
Relatório em Pré-Escola enfatiza: preparação para alfabetização, letramento, numeracia, desenvolvimento cognitivo, socialização, autonomia.
Na prática: ambos devem incluir observação e reflexão crítica, mas o foco é diferente.
Quais são os erros ABNT mais comuns em relatórios de estágio?
- Citações sem página
- Referências incompletas
- Ordem alfabética errada
- Fonte inconsistente
- Espaçamento irregular
- Numeração de páginas na capa
- Seções com mais de 3 níveis
- Referências não citadas no texto
- Margens incorretas
- Sumário com páginas erradas
Como citar autores pedagógicos em um relatório de estágio?
Citação direta com página:
Segundo Piaget (1975, p. 45), “a criança constrói conhecimento através da ação”.
Citação indireta:
Piaget (1975) afirma que o conhecimento é construído através da ação.
Nas referências:
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
Qual é o tamanho ideal de um relatório de estágio em educação infantil?
Mínimo: 15 páginas (sem capa)
Ideal: 18-22 páginas
Máximo: 25 páginas
Distribuição típica:
– Introdução: 1-2 páginas
– Apresentação da instituição: 2-3 páginas
– Caracterização da turma: 1-2 páginas
– Observações e análise crítica: 10-15 páginas
– Considerações finais: 1-2 páginas
– Referências: 1-2 páginas
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Conclusão
Você chegou ao final deste guia. Agora sabe exatamente como estruturar, escrever e validar um relatório de estágio em Educação Infantil seguindo as normas ABNT.
Vamos recapitular os passos principais:
- Entenda o propósito: relatório é reflexão crítica, não só descrição
- Estruture corretamente: pré-textuais, textuais, pós-textuais
- Escreva com profundidade: combine observação com análise teórica
- Aplique ABNT: formatação, citações, referências
- Valide antes de entregar: use o checklist
O relatório de estágio é mais que um requisito curricular. É uma ferramenta de aprendizagem profunda que conecta teoria e prática, que documenta seu crescimento como futuro pedagogo, que registra seu compromisso com a Educação Infantil de qualidade.
Você tem as ferramentas. Tem os exemplos. Tem o checklist. Agora é com você.
Se em algum momento sentir insegurança sobre a estrutura, a formatação ABNT, ou a profundidade de suas reflexões críticas, saiba que não está sozinho. Nossos especialistas em orientação metodológica e revisão ABNT estão aqui para ajudar.
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Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
WINNICOTT, Donald W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e documentação — trabalhos acadêmicos — apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
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