Et al. é a forma abreviada usada para indicar que uma obra tem outros autores além daquele cujo sobrenome aparece na chamada. A expressão economiza espaço, mas não autoriza cortar nomes sem observar o sistema de citação adotado. A quantidade de autores, o uso de itálico, a pontuação e a forma da lista de referências mudam conforme a norma, o manual da instituição ou as instruções do periódico.
Neste guia, você verá como usar et al. em trabalhos acadêmicos, com foco na ABNT NBR 10520:2023, exemplos de citação narrativa e entre parênteses, cuidados de concordância e diferenças em relação a outros estilos. Antes de copiar qualquer exemplo, confirme qual manual vale para o seu curso. A norma geral orienta a citação, enquanto a faculdade pode definir escolhas editoriais para manter todos os trabalhos uniformes.
A regra mais segura é simples: identifique o estilo exigido, conte os autores, escolha uma forma permitida e aplique o mesmo padrão do início ao fim. Se você ainda está organizando as fontes, consulte também o guia de citação direta e indireta pela ABNT.

Et al.: significado e escrita correta
O significado da expressão vem do latim e corresponde, em termos práticos, a “e outros”. O elemento et já significa “e”, por isso não recebe ponto. Al. é uma abreviação e termina com ponto. A grafia correta é et al., com espaço entre as duas partes. A forma com ponto após a primeira partícula, a variante com l duplicado, a escrita aglutinada e o plural indevido não pertencem ao padrão acadêmico.
A expressão não substitui o sobrenome do primeiro autor. Em uma chamada autor-data, aparece depois dele: Costa et al. (2024) ou (Costa et al., 2024). Também não se acrescenta “e” antes da expressão, pois isso produziria a ideia redundante de “Costa e e outros”.
- Correto: Almeida et al. (2023).
- Correto: (Almeida et al., 2023).
- Incorreto: acrescentar “e” antes da forma abreviada.
- Incorreto: (Almeida et. al, 2023).
Nas frases acima, Almeida representa o sobrenome do primeiro autor da obra consultada. Os exemplos são didáticos e não correspondem a uma fonte real. Em seu texto, a chamada precisa apontar para uma referência completa e verificável.
Quando usar et al. segundo a ABNT atual
Na ABNT NBR 10520:2023, a indicação de autoria de uma obra com mais de três autores pode ser reduzida ao sobrenome do primeiro seguido de et al. A palavra “pode” importa: a forma abreviada é uma opção, e a chamada também pode apresentar todos os autores. O resumo da Biblioteca do IME-USP sobre a NBR 10520:2023 mostra as duas possibilidades.
Portanto, em um documento com quatro ou mais autores, estas duas soluções podem ser compatíveis com a norma, desde que sejam aplicadas com clareza:
- apresentar todos os sobrenomes na chamada;
- apresentar o primeiro sobrenome e usar a forma abreviada.
O manual da sua instituição pode escolher uma dessas alternativas como padrão interno. Um periódico também pode adotar APA, Vancouver ou regras editoriais próprias. Por isso, a resposta à pergunta “quando usar et al.” não deve ser separada do contexto. Para um TCC regido pela ABNT, consulte a edição vigente do manual acadêmico. Para um artigo destinado a uma revista, leia as instruções aos autores antes de ajustar as citações.
Não aplique automaticamente a regra da ABNT a trabalhos em APA. Na sétima edição da APA, obras com três ou mais autores são normalmente reduzidas desde a primeira citação, salvo quando a abreviação produz ambiguidade. Esse limite não é o mesmo da opção descrita na NBR 10520:2023. Misturar os dois estilos no mesmo documento cria inconsistência.

Como citar et al. no sistema autor-data
Para entender como citar et al., separe primeiro a citação narrativa da citação entre parênteses. Na narrativa, o sobrenome integra a oração e o ano fica entre parênteses. Na chamada parentética, sobrenome, expressão e ano ficam dentro dos parênteses.
Exemplo de citação narrativa
Uma estrutura possível é: “Segundo Ribeiro et al. (2022), a definição do corpus precisa acompanhar o problema de pesquisa”. Como o sujeito gramatical remete a vários autores, o verbo está no plural. A chamada aparece integrada ao período, e o ponto final encerra a frase completa.
Exemplo de citação entre parênteses
Na forma parentética, a mesma ideia poderia terminar assim: “A definição do corpus precisa acompanhar o problema de pesquisa (Ribeiro et al., 2022).” Na ABNT atual, o sobrenome de pessoa física aparece com inicial maiúscula e demais letras minúsculas dentro dos parênteses. A vírgula separa a autoria do ano.
Exemplo de citação direta
Na citação direta, inclua a localização exigida ou recomendada para que o leitor encontre o trecho. Em uma obra paginada, a chamada pode seguir este molde: (Ribeiro et al., 2022, p. 18). Não invente página e não use o número exibido pelo leitor de PDF sem conferir se ele coincide com a paginação do documento. Para revisar a estrutura completa, veja o conteúdo sobre como citar uma fonte on-line pela ABNT.
Os exemplos servem como moldes sintáticos, não como referências bibliográficas. Troque sobrenome, ano e localização pelos dados da obra realmente lida. Se a sua fonte não informa autor, não escolha um nome por aproximação. A entrada pode ser pelo título ou por uma autoria institucional, conforme o caso e o manual adotado.
Et al. na citação e na lista de referências
Uma das dúvidas mais frequentes sobre a abreviação na ABNT é a relação entre a chamada curta e a referência final. São tarefas diferentes. A NBR 10520 trata da apresentação das citações no texto. A lista de referências segue a norma de referências e o manual institucional vigente. Reduzir uma chamada não significa que a entrada final será obrigatoriamente reduzida da mesma maneira.
O resumo publicado pela UNIFAL-MG sobre a atualização da norma informa que, em citações de documentos com mais de três autores, é possível usar a forma curta ou citar todos no texto, mesmo quando todos constam na referência. Consulte o manual e o aviso do Sistema de Bibliotecas da UNIFAL-MG como exemplo de orientação institucional baseada na NBR 10520:2023.
Antes de finalizar a lista, confira quantos autores o manual manda registrar, como os nomes devem ser separados e qual elemento recebe destaque tipográfico. Um gerenciador de referências ajuda, mas não substitui a conferência. Metadados importados podem trazer autores fora de ordem, sobrenomes incompletos ou títulos com capitalização incompatível. O guia de referências bibliográficas on-line ajuda a organizar essa revisão.

Et al. deve ser escrito em itálico?
Em orientações atualizadas com base na ABNT NBR 10520:2023, expressões latinas aparecem em itálico, o que inclui essa abreviação. O Laboratório de Periódicos da UFSC registra a atualização sobre itálicos para expressões latinas, e o guia institucional ou editorial define como essa orientação será aplicada no documento.
Ainda assim, o uso de itálico não é uma resposta universal para qualquer sistema. Outros estilos podem determinar fonte regular. Se o curso adota ABNT, use o manual atualizado da instituição e mantenha o itálico em todas as ocorrências exigidas. Se o trabalho segue APA, Vancouver ou as regras de uma revista, aplique o estilo solicitado, sem transportar automaticamente a solução usada na ABNT.
Também é importante diferenciar conteúdo e aparência. Escrever a tag de itálico corretamente no editor não corrige uma chamada com autores em quantidade errada. Da mesma forma, uma chamada correta pode parecer inconsistente se uma ocorrência está em itálico e outra não. Faça uma busca pela expressão no arquivo e revise todas as ocorrências em conjunto.
Concordância verbal, pontuação e posição na frase
Embora apenas um sobrenome fique visível, a forma reduzida indica autoria plural. Quando a chamada narrativa funciona como sujeito, a concordância normalmente acompanha essa pluralidade. O verbo deve representar a equipe de autores, e não somente o primeiro nome visível. Se a frase tem outra estrutura, identifique o núcleo do sujeito antes de ajustar o verbo.
O ponto pertence à abreviação al. e deve permanecer mesmo quando há vírgula logo depois. Assim, a sequência parentética é “Pereira et al., 2021”. O ponto final da frase vem depois do fechamento da chamada. Não duplique sinais e não retire o ponto de al. porque existe outro ponto no fim do período.
- Autoria no começo: Lima et al. (2020) identificaram três categorias.
- Autoria no fim: Foram identificadas três categorias (Lima et al., 2020).
- Citação direta: inclua página ou outra localização pertinente.
- Várias fontes: separe as chamadas conforme o manual do sistema adotado.
Na revisão, leia a oração sem a data entre parênteses. Esse teste costuma revelar erros de concordância e frases quebradas. Depois, confira vírgulas, ponto da abreviação e pontuação final. O recurso de busca do editor também ajuda a localizar ponto na primeira partícula, l duplicado e escrita sem espaço, que são erros comuns.

Como evitar ambiguidade entre obras
A abreviação pode gerar duas chamadas visualmente iguais para obras diferentes. Imagine dois textos publicados em 2024, ambos com primeiro autor chamado Martins, mas com equipes distintas. Se você usar a mesma chamada curta para os dois, o leitor talvez não saiba qual entrada da lista sustenta cada afirmação.
Nesse caso, não improvise uma letra ou um sobrenome adicional. Consulte a regra de desambiguação do estilo utilizado. Alguns manuais mandam acrescentar autores até as chamadas se distinguirem. Outros tratam letras após o ano quando as obras têm a mesma autoria. São problemas diferentes, e a solução precisa acompanhar o guia vigente.
Uma boa prática é comparar cada chamada abreviada com a lista final. Se duas referências começarem pelo mesmo sobrenome e tiverem o mesmo ano, marque-as para revisão. Esse controle evita que o leitor abra a referência errada e impede correções apressadas na entrega.
7 erros comuns ao usar et al.
- Abreviar com poucos autores sem conferir a norma. Na ABNT 10520:2023, a opção mencionada para a chamada se aplica a obras com mais de três autores.
- Escrever “et. al”. O ponto fica depois de al, não depois de et.
- Misturar itálico e fonte regular. A apresentação deve seguir um único manual em todo o trabalho.
- Usar verbo no singular por causa do primeiro sobrenome. A expressão representa uma autoria coletiva.
- Confundir chamada e referência. Cada uma é regulada pelo conjunto de regras correspondente.
- Abreviar autores para esconder uma fonte incompleta. A forma curta não corrige ausência de título, ano, autoria ou acesso.
- Criar ambiguidade. Chamadas idênticas para obras distintas precisam da solução indicada pelo estilo adotado.
Outro erro frequente é confiar apenas no resultado visual de um gerenciador. Zotero, Mendeley e outros programas aplicam estilos a partir de metadados. Se o cadastro da obra estiver incorreto, a saída também ficará incorreta. Compare a chamada, a entrada final e a obra original.
Checklist para revisar todas as citações
Faça a revisão em duas rodadas. Na primeira, verifique conteúdo e rastreabilidade: toda chamada precisa levar a uma referência, e toda referência listada deve ter sido realmente usada quando o manual assim exigir. Na segunda, verifique forma: quantidade de autores, capitalização, itálico, ano, página, vírgulas e concordância.
- confirme qual norma, edição e manual institucional estão valendo;
- conte os autores na publicação original, não em uma citação de terceiro;
- decida entre listar todos ou usar a forma reduzida quando houver opção;
- mantenha o mesmo critério ao longo do documento;
- verifique se a expressão latina está em itálico quando o padrão adotado exigir;
- revise a concordância dos verbos em chamadas narrativas;
- confira ano e localização diretamente na fonte;
- compare a chamada com a referência correspondente;
- procure grafias erradas com a busca do editor;
- resolva chamadas ambíguas segundo o manual vigente.
Se o seu trabalho reúne muitos autores, use uma tabela de controle com quatro colunas: chave da obra, chamada curta, entrada final e status da conferência. Essa tabela não entra no TCC, mas reduz erros de última hora. Para revisar paráfrases junto com as chamadas, consulte o passo a passo de citação indireta.

Qual regra deve prevalecer no seu trabalho?
Comece pelo documento que define o padrão do trabalho: manual do curso, regulamento do programa, instruções do periódico ou orientação formal do professor responsável. Em seguida, confira se esse documento cita uma norma e qual edição utiliza. Um manual antigo pode repetir critérios anteriores à NBR 10520:2023.
Se houver divergência entre um exemplo encontrado na internet e o manual institucional, não escolha pela aparência. Leve a dúvida à biblioteca ou à coordenação, citando os dois trechos. O importante é receber uma orientação aplicável ao seu contexto e registrá-la para manter a uniformidade.
Em resumo, a forma curta é um recurso de abreviação de autoria, não uma regra isolada. Na ABNT atual, pode reduzir chamadas de obras com mais de três autores; o itálico acompanha a orientação para expressões latinas em guias atualizados; a concordância é plural quando a autoria funciona como sujeito; e a referência final precisa ser conferida separadamente.
Quer organizar citações, referências e a estrutura do trabalho em um único roteiro?
Perguntas frequentes sobre et al.
O que significa et al. em uma citação?
É uma abreviação latina que indica “e outros”. Em citações, aparece depois do sobrenome do primeiro autor para representar os demais autores da obra.
Et al. tem ponto?
Sim. O ponto vem depois de al, pois essa parte está abreviada. A forma é “et al.”, com espaço e sem ponto depois de et.
A partir de quantos autores a ABNT permite et al.?
A NBR 10520:2023 prevê a opção de reduzir a indicação de autoria em citações de obras com mais de três autores. O manual da instituição pode escolher como aplicar essa possibilidade.
Et al. fica em itálico na ABNT?
Guias universitários atualizados com base na NBR 10520:2023 apresentam as expressões latinas em itálico. Confirme a regra no manual vigente do curso, principalmente se ele adota outro estilo de citação.
O verbo depois de et al. fica no singular ou no plural?
Quando o sobrenome seguido da abreviação é o sujeito da oração, o verbo normalmente fica no plural porque a expressão representa vários autores: “Silva et al. demonstraram”.
Posso usar et al. na referência final?
Não decida isso apenas pela regra da citação no texto. Consulte a norma de referências e o manual institucional, pois a forma da chamada e a forma da entrada final são verificações diferentes.
Como conferir a abreviação em um gerenciador de referências?
Abra primeiro o cadastro da obra e compare a ordem dos autores com a publicação original. Confira se cada pessoa foi registrada nos campos corretos de nome e sobrenome. Depois, escolha o estilo solicitado pelo curso e atualize todas as citações. O programa consegue aplicar um modelo, mas não descobre sozinho se o nome foi importado de modo incorreto, se há duas pessoas com sobrenomes compostos ou se a instituição adotou uma adaptação própria.
Faça então uma conferência por amostragem. Selecione uma obra com dois autores, outra com três e uma com quatro ou mais. Compare a chamada narrativa, a chamada entre parênteses e a entrada na lista final com o manual vigente. Se um caso estiver errado, corrija o metadado ou o estilo, em vez de editar apenas o texto visível. Uma correção manual isolada pode desaparecer quando o documento for atualizado.
Como revisar citações copiadas de outro documento?
Não presuma que a formatação recebida está correta. Localize a fonte original, confira autoria, ano e página, e determine qual estilo foi usado no arquivo de origem. Em seguida, converta a chamada para o padrão do seu trabalho. Esse cuidado é especialmente importante quando trechos vieram de fichamentos antigos, grupos de estudo ou modelos disponíveis na internet.
Por fim, confirme a rastreabilidade. A chamada precisa levar o leitor a uma única entrada da lista, e a entrada deve permitir localizar a obra consultada. Se faltarem dados, volte ao artigo, livro ou relatório original. A abreviação economiza nomes no corpo do texto, mas não substitui a identificação segura da fonte nem justifica repetir uma referência que você não leu.
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Escrito por Deivid Silva Santos
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